Camareira do caso Strauss-Kahn diz que não agiu por motivação financeira

A camareira de um hotel em Nova York que acusa o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional de tentativa de estupro rebateu as alegações de que estaria agindo motivada pelo prospecto de ganhos financeiros.

O advogado da vítima disse que mostrou a promotores americanos uma gravação na qual a mulher, Nafissatou Diallo, descreve o executivo, Dominique Strauss-Khan, a um amigo que estava na prisão: "Esse cara tem muito dinheiro. Sei o que estou fazendo", disse a camareira, que é natural da Guiné.

Segundo o advogado, a declaração foi reproduzida nos jornais americanos fora do seu contexto original. Ele rejeitou alegações de que a mulher tenha armado um esquema para conseguir dinheiro de Strauss-Khan.

O francês foi obrigado a renunciar ao cargo à frente do FMI por causa do escândalo. Ele foi preso no dia 14 de maio em Nova York e liberado de sua prisão domiciliar no dia 1º de julho após o pagamento de fiança.