James Murdoch deve voltar a depor no Parlamento britânico

O diretor-executivo do grupo News International, James Murdoch, envolvido no escândalo de escutas telefônicas que culminou no fechamento do jornal News of the World, deve voltar a depor em um comitê do Parlamento britânico.

O comitê recebeu novos indícios de irregularidades a respeito dos grampos telefônicos segundo seu presidente, John Whittingdale. Ele disse à BBC que havia diferenças claras na forma como as diferentes partes relataram o episódio em depoimentos aos parlamentares. Daí a possibilidade de Murdoch ser convocado para dar mais explicações.

Em julho, o jornal News of the World, o de maior circulação no Reino Unido, deixou de circular após virem à tona denúncias de que o tabloide contratava detetives e fazia escutas telefônicas ilegais nos celulares de celebridades, políticos e familiares de vítimas de casos policiais, em busca de informações exclusivas.

Murdoch e o pai, o magnata Rupert Murdoch, já foram ouvidos pelo Parlamento.

O comitê parlamentar teve acesso à carta de um antigo repórter do jornal, Clive Goodman, na qual ele alega que altos funcionários estavam plenamente conscientes de que a prática das escutas era generalizada.