Relatório identifica amplo uso de tortura na repressão a protestos no Bahrein

A Comissão Independente que investigou a repressão aos protestos antigoverno no Bahrein informou nesta quarta-feira ter recebido relatos de que presos políticos foram vendados, açoitados, torturados com choques elétricos e chutes e ameaçados de estupro, para confessarem crimes.

Outra conclusão do relatório é de que as autoridades bareinitas usaram "força excessiva" para reprimir os protestos pró-democracia, ocorridos principalmente entre fevereiro e março.

Segundo Cherif Bassiouni, chefe da comissão, tais práticas, ainda que violem as leis bareinitas e não tenham sido validadas pelo governo, não foram devidamente punidas.

O chefe da comissão ressaltou, porém, que o Bahrein foi o único país, entre os que vivem a Primavera Árabe, a tomar a iniciativa de investigar internamente a repressão aos protestos pró-democracia.

Os protestos no país resultaram em 40 pessoas mortas e 1,6 mil detenções em fevereiro e março.