Militares sírios 'cometeram crimes contra a humanidade'

As forças de segurança da Síria cometeram “crimes contra a humanidade” ao reprimir os protestos antigoverno, de acordo com um relatório da ONU divulgado nesta segunda-feira.

A comissão responsável pelo caso, chefiada pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, acusou o Exército de crimes como assassinato, tortura e abusos sexuais contra civis.

O documento pede que Damasco aja para punir os responsáveis.

Já o governo sírio alega que estava combatendo grupos armados. Mais de 3.500 pessoas foram mortas desde março, quando os protestos começaram.

A comissão entrevistou 223 vítimas, testemunhas e desertores do Exército para investigar as acusações.

No domingo, membros da Liga Árabe aprovaram um inédito pacote de duras sanções econômicas contra a Síria, que incluem congelamento de bens e veto a viagens de autoridades sírias, cortes de investimentos e transações comerciais com o país e a suspensão de acordos com o banco central sírio.