Relatório aponta tortura de ativistas políticos no Bahrein

Oposicionistas presos pelo governo do Bahrein, durante os protestos por abertura política no país, foram torturados e receberam ameaças de estupro para darem informações.

A revelação foi feita nesta terça-feira por uma Comissão Independente de Inquérito, que investiga abusos na repressão aos protestos.

O chefe da comissão, Cherif Bassiouni, pediu a revisão dos processos judiciais de todos os presos e a indenização, por parte do Estado, às famílias de ativistas mortos durante as manifestações.

O relatório diz ainda que não há nenhuma evidência de envolvimento iraniano nos protestos da população, de maioria xiita (como os iranianos), contra a monarquia (sunita).

O rei do Bahrein, Sheikh Hamad bin Isa Al Khalifah, disse após a divulgação do documento que nunca soube de torturas. Disse ainda que não espera a repetição dos enfrentamentos entre manifestantes e a polícia.