Justiça ouve soldado acusado de dar documentos militares ao WikiLeaks

A Justiça militar dos EUA realizou nesta sexta-feira uma audiência de pré-julgamento do soldado Bradley Manning, de 23 anos, acusado de ter vazado centenas de milhares de documentos militares americanos ao site WikiLeaks, relacionados às guerras do Iraque e do Afeganistão.

A sessão começou com uma polêmica: a defesa pediu que o oficial que preside a corte militar, Paul Almanza, renunciasse ao posto, alegando que seu julgamento seria tendencioso por conta de pressões do governo americano.

Almanza refutou o pedido, alegando que seria capaz de tomar decisões imparciais sobre o caso Manning.

Manning, que foi preso há 18 meses quando servia no Iraque, pode ser sentenciado à prisão perpétua caso seja condenado, num caso tido como um dos maiores vazamentos de documentos de inteligência na história dos EUA.

Detratores dizem que Manning vazou documentos que colocaram vidas em perigo; ao mesmo tempo, o soldado é defendido por ativistas antiguerra.