Em meio a violência, militares egípcios acusam ativistas de provocação

A junta militar que governa o Egito acusou manifestantes no Cairo de planejar a destruição do prédio do Parlamento do país, em meio a novos confrontos no país norte-africano.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, o general Adel Emara disse que os ativistas contrários à junta estavam tentando provocar os soldados na praça Tahrir e em seus arredores, gerando "caos" em sua tentativa de derrubar o governo.

Horas antes, mais um manifestante foi morto nos choques entre civis e forças de segurança na capital egípcia. Desde sexta, quando uma nova onda de violência eclodiu no Egito, 11 pessoas foram mortas em confrontos.

Os manifestantes acusam os militares de se aferrarem ao poder após a queda do ex-presidente Hosni Mubarak.