Em rara crítica ao Bahrein, EUA condenam suposto espancamento de ativista

Em rara crítica à repressão no Bahrein, o Departamento de Estado dos EUA instou ao governo bareinita que investigue o suposto espancamento de um proeminente ativista de direitos humanos do país.

Os EUA se disseram "preocupados" com os relatos de que o ativista Nabeel Rajab teria sido brutalmente ferido por policiais na capital do país, Manama, durante um protesto antigoverno na última sexta-feira.

O governo bareinita nega os relatos e alega que a polícia encontrou Rajab no chão e levou-o ao hospital.

O Bahrein é um dos países do Oriente Médio a sentir os efeitos da Primavera Árabe. Têm crescido as críticas internacionais à repressão bareinita aos protestos pró-democracia, mas correspondentes da BBC dizem que os EUA veem o país como um aliado-chave contra o Irã na região e que Washington costuma relutar em criticar o governo em Manama.