Suprema Corte espanhola rejeita pedido para arquivar processo contra juiz Garzón

A Suprema Corte espanhola rejeitou um pedido para arquivar um processo contra o juiz Baltasar Garzón, acusado de abuso de autoridade.

O juiz mais famoso da Espanha está testemunhando em seu próprio julgamento por ordenar um inquérito sobre assassinatos em massa realizados por forças leais ao ex-ditador Francisco Franco.

Baltasar Garzón é acusado por dois grupos de violar a anistia de 1977.

Ele argumenta que nenhuma anistia pode acobertar crimes contra a humanidade, mas seus críticos o acusam de reabrir feridas de guerra.

O general fascista Francisco Franco governou a Espanha de 1939, o fim da Guerra Civil, até sua morte em 1975.

Milhares de pessoas foram às ruas no último domingo em Madri, em apoio ao juiz. Políticos, artistas proeminentes, sindicatos e atores se juntaram à multidão que exibia cartazes dizendo "Garzón, amigo, as pessoas estão com você" e "Nós exigimos justiça".

As organizações Mãos Limpas e Liberdade e Identidade abriram um processo civil contra Garzón, que é conhecido fora da Espanha por ter assegurado a prisão do ex-líder chileno Augusto Pinochet em Londres, em 1998.