Enviado da ONU quer novos monitores na Síria

O ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, enviado da ONU e da Liga Árabe à Síria, anunciou nesta sexta-feira que estuda mandar uma nova equipe de monitores ao país que já vive mais de um ano de intensos confrontos entre rebeldes e o governo.

Ele deve enviar uma delegação a Damasco para tentar organizar a missão de monitoramento junto ao governo. A Liga Árabe já enviou uma primeira missão de monitoramento ao país ainda no fim do ano passado, com espectro de ação limitado e sob intensa vigilância do regime.

As mortes de civis não foram interrompidas e segundo ativistas mais de 400 morreram durante a visita dos diplomatas.

O anúncio chega pouco após Annan ter relatado ao Conselho de Segurança da ONU os resultados de sua reunião com o presidente sírio, Bashar al-Assad, no fim de semana passado.

Segundo seu briefing ao mais alto órgão das Nações Unidas, qualquer manobra de negociação na Síria precisa ser executada com muito cuidado. O diplomata relatou que qualquer erro de cálculo que possa criar uma elevação dos conflitos seria de dificil controle.

Segundo a ONU, mais de 8.000 pessoas já morreram no país desde o início das revoltas que pedem a renúncia de Assad, repelidas por intensa repressão das tropas do regime.