Chefe de polícia da Flórida se afasta do cargo após protestos por morte de jovem negro

O chefe de polícia de Sanford, na Flórida, Bill Lee, anunciou nesta quinta-feira que deverá deixar o cargo temporariamente, em meio à polêmica criada pela morte do adolescente negro Trayyon Martin.

Lee disse que sua implicação no processo está eclipsando o curso da investigação.

"Por causa disso, acho que devo me retirar temporariamente do caso", disse Lee, que afirmou também compreender "as emoções associadas a esta tragédia".

Trayyon Martin, de 17 anos, foi morto a tiros pelo vigilante voluntário George Zimmerman em 26 de fevereiro. O adolescente estava desarmado.

Na época do incidente, a polícia local se recusou a registrar queixa contra Zimmerman, que alegou ter agido em legítima defesa e de acordo com uma lei da Flórida que permite que uma pessoa que percebe uma ameaça use força letal sem antes tentar fugir do confronto.

No entanto, a decisão atraiu a atenção de ativistas e jornais no mundo inteiro, que dizem que o vigilante escapou de uma punição pelo assassinato.

Desde que a história da morte de Martin apareceu no jornal americano New York Times no último sábado, mais de um milhão de pessoas assinaram um abaixo-assinado online que pede a prisão de Zimmerman. Protestos aconteceram em Nova York e Miami.

De acordo com o chefe de polícia de Sanford, seus agentes não prestaram queixas contra Zimmerman porque não havia evidências de que ele contradisse sua declaração de haver agido em defesa própria.