Liga Árabe pede implementação imediata de plano de paz na Síria

Reunidos na capital iraquiana, Bagdá, os líderes dos países que integram a Liga Árabe pediram ao presidente da Síria, Bashar al-Assad, a implementação imediata e completa do plano de paz elaborado pelo próprio bloco e pelas Nações Unidas e aceito por Damasco ainda na terça-feira. O aceite, no entanto, não interrompeu os ataques no país.

A iniciativa de paz proposta pelo ex-chefe da ONU Kofi Annan tem seis etapasm entre elas o fim dos confrontos, melhora no acesso de equipes de ajuda humanitária e a retirada das tropas de áreas civis em diferentes cidades do país.

Na quarta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, também cobrou de Assad a implementação imediata das medidas.

Embora Assad tenha reiterado nesta quinta-feira seu aceite ao plano, o líder disse que os opositores precisam interromper o que classifica como "atos terroristas contra o governo". Somente nesta quinta-feira, ao menos 20 pessoas morreram em confrontos no país.

Apenas dez dos 22 líderes árabes que integram o bloco participaram da reunião no Iraque, país de maioria xiita. Países como Jordânia, Marrocos e todos os membros do Golfo Pérsico, com exceção do Kuait, ficaram de fora do encontro.

Mais cedo, o chanceler britânico, William Hague, disse que a Grã-Bretanha enviou US$ 700 mil (R$ 1,2 milhão) aos grupos de oposição sírios e que os recursos destinam-se à compra de suprimentos, mas não de armas.

A estimativa da ONU é de que cerca de 9 mil pessoas tenham morrido na Síria em decorrência da repressão aos protestos antigoverno, em curso há um ano.