Forças sírias estão em retirada e não há razão para ação da ONU, alerta Rússia

De acordo com o plano de paz mediado pelo enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe Kofi Annan, as forças de segurança do regime sírio começaram a se retirar das cidades, e não há motivo para ações mais contundentes por parte do Conselho de Segurança da ONU, afirmou a Rússia nesta quarta-feira.

O vice-chanceler russo, Gennady Gatilov, acrescentou que espera que as tropas se retirem das áreas povoadas até o dia 10 de abril, cumprindo o prazo sugerido por Annan, embora tenha deixado claro que Moscou "não aceitará ultimatos" do Conselho de Segurança.

"Em princípio acreditamos que é possível [resolver a crise] sem decisões do Conselho de Segurança. Kofi Annan mantém seus esforços, e o lado sírio começou a retirada das cidades. O principal agora é que todos os lados coloquem em prática as propostas de Annan", disse.

Contradizendo o relato do governo russo, opositores sírios acusaram o governo de ter mantido os bombardeios nesta quarta-feira, matando ao menos 80 pessoas.

Uma equipe da ONU deve chegar a Damasco nos próximos dias para avançar e monitorar a implementação das propostas de Annan.

A estimativa da ONU é de que cerca de 9 mil pessoas tenham morrido na Síria em decorrência da repressão aos protestos antigoverno, em curso há um ano. Os rebeldes querem a renúncia de Assad e uma série de reformas políticas.