Enviado da ONU e da Liga Árabe dá ultimato para fim da repressão na Síria

O enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, disse nesta quinta-feira que espera que todos os confrontos sejam interrompidos no país num prazo de no máximo 48 horas após seu ultimato de 10 de abril, próxima terça-feira.

Segundo o ex-secretário-geral da ONU é preciso que as tropas do regime do presidente Bashar al-Assad deixem as áreas povoadas para que depois os militantes opositores também deem início a um cessar-fogo, interrompendo assim a violência de ambos os lados.

O ultimato faz parte do plano de paz estabelecido dias atrás. Embora Assad tenha aceito os termos do acordo, parte da comunidade internacioal se mantém cética quanto ao cumprimento, levando em consideração o fato de que ele já aceitara plano semelhante da Liga Árabe mas rejeitou executá-lo.

O chanceler francês, Alain Juppé, acredita que o plano não funcionará e que Assad está enganando a todos.

Uma equipe da ONU está em Damasco para conversações com o governo sobre o envio de monitores caso haja um cessar-fogo total no país.

Em outro desdobramento da crise, a Turquia disse nesta quinta-feira que o número de refugiados sírios aumentou e bateu o recorde de mil nas úiltimas 24 horas.

A estimativa da ONU é de que cerca de 9 mil pessoas tenham morrido na Síria em decorrência da repressão aos protestos antigoverno, em curso há um ano. Os rebeldes querem a renúncia de Assad e uma série de reformas políticas.