Conselho de Segurança da ONU condena atentados que deixaram 55 mortos na Síria

O Conselho de Segurança das Nações Unidas, mais alto órgão da entidade, condenou na noite desta quinta-feira os dois atentados suicidas que deixaram ao menos 55 mortos na capital da Síria, Damasco.

Os integrantes do conselho reconheceram que o plano de paz elaborado pelo enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, e aceito pelo líder sírio Bashar al-Assad e e os rebeldes, está ameaçado.

O órgão, no entanto, insistiu no pronunciamento que atualmente não há outra alternativa para a crise a não ser investir no cessar-fogo e na iniciativa diplomática.

O embaixador da Síria na ONU disse que os ataques foram perpetrados por extremistas ligados aos rebeldes.

Mais cedo, o regime de Al-Assad pediu ao Conselho de Segurança que tome medidas punitivas contra países que apoiam o terrorismo. O pedido foi feito em um comunicado do ministro das Relações Exteriores sírio, mas a nota não citava nomes específicos de países.

Pelo menos 55 pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas na explosão de duas bombas colocadas em carros próximos a um edifício de inteligência militar.

Um correspondente da BBC no local disse que foram as explosões mais fortes a atingir a capital desde o início da crise.

Kofi Annan disse que os ataques são "horrorosos" e contraproducentes para os interesses de ambas as partes.