Relatório da ONU para a Rio+20 pede indicadores de sustentabilidade

A conferência Rio+20, que acontece entre 13 e 22 de junho no Rio de Janeiro, terá a tarefa de desenvolver novos modelos de governança com base em desenvolvimento social, fortalecimento econômico e sustentabilidade ambiental, segundo o relatório "Povos Resilientes, Planeta Resiliente", da ONU.

A versão em português do relatório, produzido pelo Painel de Alto Nível de Sustentabilidade Global (GSP), foi divulgada nesta sexta-feira no Rio de Janeiro e exige, entre outras medidas, a criação de um conjunto de indicadores de desenvolvimento sustentável para os países que incluam outros fatores além do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com o levantamento, o aumento do PIB mundial de 75% entre 1992 e 2010 foi acompanhado por um crescimento da disparidade entre os PIBs per capita de países desenvolvidos e em desenvolvimento.

Entre as 56 recomendações aos governos participantes da conferência ambiental no Rio, estão também sugestões práticas como a reforma dos sistemas nacionais fiscais e de crédito para dar incentivo financeiro a práticas sustentáveis, a eliminação dos subsídios governamentais a combustíveis fósseis até 2020 e a incorporação dos "custos sociais e ambientais" no preço de produtos e serviços.

"Este não é apenas mais um relatório. Não podemos esperar mais vinte anos para adotar ações concretas", disse, durante a apresentação do relatório, a ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira, que fez parte do GSP.