Na Bolívia, policiais rejeitam acordo e mantêm greves e protestos

Policiais bolivianos rejeitaram neste domingo um acordo firmado entre as lideranças do setor e o governo do presidente Evo Morales.

Os oficiais queimaram o documento que o negociador tinha assinado após conversas com o ministro do Interior.

Os protestos de policiais que entraram em greve por aumentos salariais tornaram-se violentos e se espalharam pelas ruas da Bolívia no sábado.

Muitos chegaram a incendiar prédios durante as manifestações que têm como uma de suas maiores reivindicações equiparar os salários de policais aos de membros do Exército.

A violência teve início na quinta-feira durante protestos na capital, La Paz, quando dezenas de policiais tomaram o controle de postos de segurança em torno do palácio presidencial.

O presidente boliviano, Evo Morales, se viu forçado a cancelar uma viagem ao Brasil para ficar no país e lidar com crise.

O governo diz que Morales está disposto a reunir-se com os policiais mas os oficiais se recusam a ceder, e reiteram que os soldados não podem ganhar mais do que eles.