Grã-Bretanha negará salvo-conduto a criador do WikiLeaks e pode invadir embaixada

Atualizado em  16 de agosto, 2012 - 08:09 (Brasília) 11:09 GMT

O governo britânico reiterou que negará salvo-conduto para que o criador do WikiLeaks, Julian Assange, desloque-se da Embaixada do Equador em Londres ao aeroporto, caso receba asilo do país latino-americano, e ameaçou invadir a representação diplomática para prender o australiano.

A resposta do governo equatoriano sobre o pedido de asilo político deve ser anunciada nesta quinta-feira às 9h no horário de Brasília.

Ainda na quarta-feira, o chanceler do Equador, Ricardo Patiño, denunciou uma ameaça do governo britânico de tomar de assalto a embaixada.

"Recebemos a ameaça expressa e por escrito", disse Patiño, que classificou a comunicação recebida como "imprópria de um país democrático, civilizado e que respeita o Direito".

Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores britânico disse o país se mantém "determinado" a executar a ordem de extradição contra Assange, aprovada por uma corte londrina, que aceitou o pedido da Suécia, onde ele é acusado de estupro e assédio sexual.

"Nós temos muita esperança de que não seja necessário chegar a este ponto, mas se não for possível resolver a presença de Assange em suas instalações, o caminho se abre para nós. Permanecemos comprometidos a trabalhar de forma amigável para resolver este assunto. Mas devemos deixar absolutamente claro que no caso de recebermos um pedido de salvo-conduto para o Sr. Assange, após ter recebido asilo, isto seria negado, de acordo com nossas obrigações legais".

O país cita uma lei de 1987, aprovada após um incidente na Embaixada da Líbia em Londres, que permite revogar temporariamente o status de território diplomático de representações na Grã-Bretanha.

Assange é o criador do WikiLeaks, site que no ano passado revelou milhares de documentos contendo informações confidenciais da diplomacia norte-americana.

Acredita-se que a Suécia possa entregá-lo às autoridades dos Estados Unidos caso seja extraditado a Estocolmo.

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