Suécia rejeita acusações do Equador sobre motivos de extradição de Assange

Atualizado em  17 de agosto, 2012 - 07:07 (Brasília) 10:07 GMT

A Suécia rejeitou categoricamente as acusações do Equador sobre os motivos por trás do pedido de extradição de Julian Assange, criador do site WikiLeaks, que atualmente se encontra abrigado no interior da embaixada equatoriana na Grã-Bretanha.

O governo do presidente Rafael Correa disse que os casos de estupro e assédio sexual dos quais Assange é suspeito, não são as verdadeiras razões que motivam a insistência sueca em levar o australiano para Estocolmo.

O Ministério das Relações Exteriores sueco disse que tudo que a Justiça do país quer é garantir que Assange seja investigado e negou quaisquer outras razões para o pedido de extradição.

Assange alega que a Suécia pediu sua extradição para entregá-lo aos Estados Unidos, onde poderia ser julgado por um tribunal militar e condenado à prisão perpétua ou até à pena de morte. Ele é o responsável pela divulgação de milhares de documentos confidenciais da diplomacia norte-americana, no ano passado.

O chanceler equatoriano, Ricardo Patiño, disse ainda na quinta-feira, ao anunciar a concessão de asilo político ao australiano, que há motivos suficientes para crer que ele é vítima de perseguição.

A Grã-Bretanha também criticou a medida do Equador e disse que não permitirá que Assange deixe o país.

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