Protesto contra filme de Maomé acaba em violência e mortes no Paquistão

Atualizado em  21 de setembro, 2012 - 12:29 (Brasília) 15:29 GMT

Novos protestos contra um filme anti-islâmico terminaram em violência no Paquistão, com um saldo de ao menos três mortos nesta sexta-feira.

O governo paquistanês decretou feriado para permitir que as pessoas protestassem pacificamente em homenagem ao profeta Maomé - ridicularizado pelo filme -, mas as manifestações resultaram em conflitos em diversas cidades.

Na capital, Islamabad, diversas pessoas ficaram feridas quando uma multidão tentou entrar na região onde fica a embaixada americana - mesmo depois de os EUA terem financiado uma publicidade na TV com imagens de Barack Obama condenando o filme anti-islã.

Os protestos no Paquistão têm um componente político: grupos religiosos tentam galvanizar apoio para as próximas eleições. Ao mesmo tempo, grupos sem relevância eleitoral estão aproveitando as manifestações para tentar ampliar sua influência.

Houve manifestações também na Malásia, país de maioria islâmica. E países como Tunísia, Líbia e Egito temiam a realização de novos protestos violentos.

A tensão preocupa não só os EUA, mas também outras nações ocidentais. Temendo atos de violência, a França fechou suas embaixadas depois que uma caricaturas de Maomé foram publicadas em uma revista satírica francesa.

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