Governos federal e estadual anunciam ação integrada contra violência em SP

Atualizado em  6 de novembro, 2012 - 16:00 (Brasília) 18:00 GMT

Desde o início do ano, mais de 90 policiais foram mortos no Estado de São Paulo

O governo federal e estadual de São Paulo anunciaram na tarde desta terça-feira um pacote de medidas conjuntas para lidar com a violência no Estado.

Em um entrevista conjunta no Palácio dos Bandeirantes, o governador Geraldo Alckmin e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmaram que será criada uma agência integrada, que reunirá diversos órgãos ligados à segurança que atuarão juntos.

No âmbito estadual, integram a agência órgãos como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária e a Receita Federal. Já no estadual, estão a Polícia Militar, a Civil, a Secretaria da Fazenda e o Tribunal de Justiça de São Paulo.

“Política de segurança pública e crime organizado têm de ser combatidos juntos”, disse Cardozo, negando que a medida seja um reconhecimento de que a situação em São Paulo chegou a um nível incontrolável. “Os governos federal e estadual são muito mais fortes que o crime organizado.”

O ministro anunciou ainda que haverá transferência de presos que lideram facções do crime organizado, mas deixou claro que não serão informados os nomes e as datas, por questão de segurança.

Com reuniões já em curso, a agência integrará o trabalho da polícia científica e a atuação em questões como o problema penitenciário e o combate ao uso de crack.

A nova agência será coordenada pelo superintendente da Polícia Federal, Roberto Troncon Filho, e pelo secretário-adjunto de Segurança Pública, Jair Manzano.

Desde o início do ano, 90 policiais foram mortos, sendo que houve um aumento de 20% nos homicídios somente neste mês. Em paralelo, também há uma escalada na morte de civis – apenas na madrugada desta terça-feira, foram mortas oito pessoas em São Paulo.

Analistas indicam que há a possibilidade de essas mortes serem relacionadas à execução dos policiais, em um processo de retaliação cada vez mais intenso.

Uma das hipóteses investigadas pela polícia é de que os homicídios tenham sido praticados por esquadrões da morte integrados por policiais, que agiriam para vingar os colegas mortos.

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