Relator de investigação pede mais regulação à imprensa britânica

Atualizado em  29 de novembro, 2012 - 12:11 (Brasília) 14:11 GMT

A imprensa britânica necessita de medidas mais fortes de autorregulação, sustentadas por lei, defendeu nesta quinta-feira o juiz Brian Leveson, autor do maior inquérito sobre a conduta da mídia no país.

Leveson disse que a imprensa provocou "caos na vida de pessoas inocentes" por décadas e que fracassou em se autorregular, mas que isso pode ser obtido por meio de leis, que estabeleçam a criação de um órgão independente que ajude a imprensa a se autorregular.

Segundo as recomendações de Leveson, esse órgão deve envolver membros externos à imprensa e seria responsável por supervisionar eventuais abusos, além de resguardar pessoas que tenham sido vítimas desses abusos (sem que estas tenham de recorrer à Justiça).

Leveson destacou, porém, a função da imprensa em "atuar como guardiã" a democracia.

O inquérito Leveson foi instaurado oito meses atrás, quando vieram à tona informações de que jornalistas do extinto tabloide News of the World haviam hackeado o celular da menina britânica Milly Dowler, vítima de assassinato. Descobriu-se que o jornal havia espionado políticos, celebridades e militares.

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