Cresce preocupação com possível uso de armas químicas na Síria; país nega

Atualizado em  6 de dezembro, 2012 - 11:37 (Brasília) 13:37 GMT

Autoridades expressaram preocupação com o possível uso de armas químicas no conflito da Síria, que se estende por 20 meses.

O temor ganhou força na última quarta-feira, quando a rede americana NBC informou, citando fontes anônimas no Exército americano, que militares sírios já teriam carregado bombas aéreas com o gás tóxico sarin, que afeta gravemente o sistema nervoso e causa morte. Segundo a emissora, os militares estariam esperando apenas a autorização do presidente Bashar al-Assad para usar os dispositivos.

Em entrevista à BBC, o Pentágono tratou a reportagem como especulação. E o governo sírio, que luta contra rebeldes para manter o controle da capital do país, Damasco, afirmou que não pretende recorrer a armas químicas.

Ainda assim, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta quinta-feira que Assad deverá ser acionado na Justiça caso seu regime recorra a esse tipo de armamento.

"Expressei minhas preocupações ao governo da Síria e mandei uma carta direta ao presidente Assad, advertindo que, em caso de uso de armas químicas, quem as usar será levado à Justiça, (porque) isso traria sérias consequências ao povo (sírio)", disse Ban, segundo a France Presse.

Nos EUA, o uso de armas químicas pela Síria será tratado como "um divisor de águas", disse o subsecretário de Defesa James Miller, que expressou "preocupação com as recentes atividades" no país árabe.

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