Brasil apresenta candidatura à direção-geral da OMC

Atualizado em  28 de dezembro, 2012 - 17:01 (Brasília) 19:01 GMT

O governo brasileiro apresentou nesta sexta-feira a candidatura do embaixador Roberto Azevêdo ao cargo de diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), informa o Ministério das Relações Exteriores. Até o momento ele concorrerá com representantes de outros oito países.

O período de indicações de nomes para ocupar a posição pelos próximos cinco anos (2013-2017) se encerra no dia 31 de dezembro e até agora há concorrentes do Brasil, Coreia do Sul, México, Indonésia, Costa Rica, Gana, Jordânia, Quênia e Nova Zelândia.

O eleito pelo Conselho-Geral da OMC subsituirá o francês Pascal Lamy, que serviu um mandato de quatro anos entre 2005 e 2009 e foi reeleito para um segundo período entre 2009 e 2012. O vencedor deve ser anunciado no final de maio de 2013.

Segundo o Itamaraty, Azevêdo reúne importantes qualificações para o exercício da função, estando diretamente envolvido com temas econômicos há mais de vinte anos, incluindo um período na Delegação do Brasil junto à ONU, outros organismos internacionais em Genebra, além de atuar como chefe da delegação brasileira na Rodada de Negociações Multilaterais da OMC (conhecida como Rodada Doha).

Ele chefiou por mais de quatro anos a Coordenação-Geral de Contenciosos do Itamaraty, atuando como chefe de delegação em disputas comerciais imoprtantes entre o Brasil e outros países, entre eles os casos de subsídios ao algodão (iniciado pelo Brasil contra os Estados Unidos), subsídios à exportação de açúcar (iniciado pelo Brasil contra as Comunidades Europeias) e medidas que afetam a importação de pneus reformados (litígio iniciado pelas Comunidades Europeias).

Desde setembro de 2008 ele é o representante permanente do Brasil junto à OMC e outras organizações econômicas em Genebra.

Pascal Lamy indicou recentemente que seu sucessor será escolhido tendo como base sua competência técnica, mas diplomatas envolvidos na organização já sinalizaram que o escolhido deve ser preferencialmente originário de um país em desenvolvimento.

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