Argélia inicia operação para libertar reféns; militantes dizem que há mortos

Atualizado em  17 de janeiro, 2013 - 12:53 (Brasília) 14:53 GMT
O militante islâmico Mokhtar Belmokhtar

Ministro argelino diz que sequestradores atuam seguindo as ordens de Mokhtar Belmokhtar

O governo da Argélia iniciou nesta quinta-feira uma operação militar para tentar resgatar reféns, incluindo diversos estrangeiros, capturados por militantes islâmicos em um campo de extração de gás localizado no leste do país.

Segundo relatos atribuídos a militantes, pelo menos 34 reféns e 14 sequestradores teriam morrido durante a intervenção militar.

Pela manhã, soldados argelinos podiam ser vistos cercando a área próximo à usina de In Amenas, ocupada pelos sequestradores na última quarta-feira, após o assassinato de um britânico e de um argelino.

Até agora, não houve confirmação oficial de mortes.

Os militantes disseram à imprensa local que as forças argelinas abriram fogo por meio de aeronaves contra o campo de extração.

Mais cedo, os rebeldes afirmaram ter sob seu poder 41 cidadãos estrangeiros. Entre eles estariam britânicos, japoneses, americanos e noruegueses.

A imprensa local também informou que alguns dos reféns conseguiram fugir da usina.

O Ministro do Interior da Argélia, Daho Ould Kablia, disse que os sequestradores eram todos de nacionalidade argelina e atuavam seguindo as ordens de Mokhtar Belmokhtar, um integrante do alto escalão do grupo Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQIM) até o ano passado.

Um comunicado, atribuído aos reféns, pediu o fim da intervenção militar da França contra rebeldes islâmicos no Mali.

O campo de extração de gás de Tigantourine fica localizado a 40 km ao sudoeste da cidade de In Amenas, próxima à fronteira da Líbia e a cerca de 1,3 mil km ao sudeste de Argel.

O poço é operado pela petroleira britânica BP, junto com a estatal de petróleo argelina Sonatrach e a norueguesa Statoil.

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