Trabalhadores rurais sul-africanos ganham aumento de 52%

Atualizado em  4 de fevereiro, 2013 - 18:51 (Brasília) 20:51 GMT

A África do Sul aumentou em 52% os salários diários de trabalhadores rurais após uma greve violenta na região produtora de vinho de Cabo Ocidental, segundo informações do Ministério do Trabalho.

A ministra do Trabalho, Mildred Oliphant, disse que o novo salário mínimo será de US$ 12 (R$ 23,81) por dia - o salário anterior era de US$ 8, mas o aumento ficou abaixo dos US$ 17 exigidos pelos trabalhadores.

Pelo menos uma pessoa foi morta durante a greve, que durou duas semanas em janeiro. A mobilização foi suspensa depois que o governo prometeu um aumento.

A maior parte dos 3 mil trabalhadores rurais do Cabo Ocidental não têm contratos fixos - apesar de trabalharem nas fazendas durante anos.

Eles trabalham sazonalmente colhendo e empacotando frutas e dizem que não conseguem mais sobreviver com os salários que recebem.

A polícia usou balas de borracha e gás lacrimogêneo no mês passado, quando trabalhadores mobilizados bloquearam estradas e queimaram carros de jornalistas.

O dono de uma loja foi morto, supostamente pela polícia, em meio ao fogo cruzado entre policiais e manifestantes na cidade de De Doorns, uma das principais produtoras de uva da região.

Duas pessoas foram mortas em uma greve semelhante no ano passado e cerca de US$ 11 milhões em danos foram causados pela queima de vinhedos.

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