Air France é multada por 'discriminação' em caso de ativista pró-palestinos

A Justiça francesa condenou a empresa aérea Air France por discriminação, no caso de uma ativista pró-palestinos que foi removida de um voo para Israel.

A corte também ordenou que a empresa pague uma indenização de 13 mil euros (R$ 33 mil).

A ativista Horia Ankour planejava viajar de Nice (França) a Tel Aviv para se encontrar com outros participantes de uma campanha pró-palestinos, em abril de 2012.

Pouco antes da decolagem, um funcionário da Air France perguntou a Ankour se ela era judia ou tinha nacionalidade israelense e, diante da negativa, retirou-a do avião. A Justiça considerou o episódio discriminatório.

A Air France argumentou que Ankour figurava em uma lista de pessoas indesejadas pelo governo de Israel - algo que só foi percebido pouco antes do início da viagem. Por conta disso, pediu que Ankour deixasse o avião, em linha com a convenção internacional que permite às companhias aéreas recusar passageiros se souberem que eles não serão aceitos no seu ponto de destino.

A empresa também falou que vai recorrer da sentença.