BC sobe juros para 7,5% ao ano

  • 17 abril 2013

Por seis votos a favor e dois contra, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira elevar a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 7,25% para 7,50% ao ano.

Foi a primeira vez que os juros subiram desde julho de 2011. Em agosto daquele ano, o BC iniciou o ciclo de redução da taxa, que passou de 12,5% para 12% ao ano.

Desde então, a Selic vinha caindo até atingir o patamar mais baixo da série histórica iniciada em 1996, a 7,25% ao ano, em outubro do ano passado e mantido até agora.

Votaram pela elevação dos juros para 7,50% ao ano o presidente do BC, Alexandre Tombini, e os diretores Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.

Pela manutenção da taxa a 7,25% ao ano, votaram os diretores Aldo Luiz Mendes e Luiz Awazu Pereira da Silva.

Segundo o Copom, "o nível elevado da inflação e a dispersão de aumentos de preços, entre outros fatores, contribuem para que a inflação mostre resistência e ensejam uma resposta da política monetária".

No entanto, o órgão acrescentou que "que incertezas internas e, principalmente, externas cercam o cenário prospectivo para a inflação e recomendam que a política monetária seja administrada com cautela".

Para analistas, a autoridade monetária estava "sob pressão" do mercado para responder ao crescimento da inflação, especialmente depois de taxa ter acumulado uma alta de 5,59% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE.

Além disso, o órgão vinha sofrendo críticas sobre uma eventual perda de autonomia após declarações recentes de membros do governo.

Mas nos últimos dias, o próprio governo já havia dado indicações de que os juros subiriam.

Apesar de, inicialmente, negar que cogitava a elevação da taxa – e posteriormente desdizer a mesma declaração, a presidente Dilma Rousseff, afirmou na última terça-feira que uma eventual subida dos juros poderia ocorrer, mas "em patamar menor".

A Selic é um instrumento de política monetária para estimular a economia e controlar a inflação.

Quando a taxa cai, o custo do crédito diminui, incentivando o consumo.

Por outro lado, quando os juros sobem, os financiamentos ficam mais caros, desistimulando a demanda.

Com menos pessoas consumindo bens e serviços, os preços tendem a cair, freando a inflação.