Operação flagra trabalho escravo em oficinas de costura em SP

Atualizado em  18 de agosto, 2011 - 16:12 (Brasília) 19:12 GMT

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Um dos locais produzia roupas para Zara, que diz que caso foi 'isolado' e será corrigido.

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Operações de fiscalização promovidas pelo Ministério do Trabalho encontraram em São Paulo duas oficinas onde 15 imigrantes trabalhavam em más condições, fazendo jornadas de até 16 horas diárias e recebendo menos de um salário mínimo.

A maioria desses imigrantes é de nacionalidade boliviana e de origens pobres e vem ao Brasil em busca de oportunidades profissionais.

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Em uma das oficinas visitadas pelos auditores havia roupas encomendadas pela Zara, marca pertencente à gigante de moda espanhola Inditex.

Roupa da Zara produzida em oficina em São Paulo

Zara foi convocada pelo Ministério do Trabalho e disse que responsabilidade é de fornecedor

A empresa foi convocada ao Ministério do Trabalho e advertida. A Inditex disse que não tolera tais práticas, por serem contrárias ao código de conduta da companhia, e que vai fazer todos os esforços para corrigir o problema.

"Este foi um caso isolado por conta de uma terceirização feita por um dos nossos fornecedores, sem nossa autorização", disse a porta-voz da Inditex, Regiane Machado.

A porta-voz acrescentou que o fornecedor foi instruído a pagar retroativamente todos os direitos dos trabalhadores encontrados na oficina e que medidas rigorosas serão adotadas para impedir que a situação se repita.

"Nós auditamos todos os nossos fornecedores, mas essa situação acabou passando", afirmou. "Mas vamos intensificar nossas auditorias e trabalhar para resolver qualquer problema."

Segundo comunicado da Inditex, o fornecedor "assumiu total responsabilidade" pelo caso e aceitou pagar compensações financeiras aos trabalhadores, "como exige a lei brasileira".

A Inditex, maior varejista de roupas do mundo, tem cerca de 50 fornecedores no Brasil, que empregam mais de 7 mil trabalhadores.

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