Protestos crescem em Nova York e se espalham para outras cidades

Atualizado em  6 de outubro, 2011 - 17:48 (Brasília) 20:48 GMT

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Nesta quinta, Obama disse entender a 'frustração' dos manifestantes.

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Os protestos contra o desemprego e a crise econômica têm crescido nos EUA, reunindo um número maior de pessoas e se espalhando para outras cidades além de Nova York – incluindo Cleveland, São Francisco e Washington.

Na última quarta-feira, as quadras próximas ao centro financeiro nova-iorquino foram palco para uma aglomeração de milhares de pessoas, que gritavam “somos os 99%” – criticando o fato de que uma grande parcela da população está sentindo os efeitos da crise, enquanto uma minoria parece continuar enriquecendo.

Manifestantes em Nova York

Questão é se a insatisfação conseguirá se traduzir em projetos políticos

Uma parcela dos manifestantes entrou em confronto com a polícia, e mais de 20 foram presos.

Mas os protestos já ecoaram na política de Washington, em um momento em que os EUA já se preparam para as eleições presidenciais do ano que vem.

Nesta quinta, o presidente americano, Barack Obama, disse que as manifestações “expressam a frustração do povo americano com a maior crise financeira desde a Grande Depressão (dos anos 1930)”.

“E, ainda assim, vemos por aí algumas das pessoas que agiram irresponsavelmente, com práticas abusivas que nos colocaram em problemas. Então sim, eu acho que as pessoas estão frustradas, e os protestos estão dando voz a uma frustração sobre o funcionamento do sistema financeiro”, declarou o presidente.

As manifestações começaram em setembro, por iniciativa do grupo Ocupe Wall Street, atraindo principalmente jovens. Atualmente, ganharam a adesão de sindicatos e de membros da classe média.

A repórter da BBC em Nova York Laura Trevelyan explica que questão agora é se a insatisfação conseguirá se traduzir em projetos políticos.

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