Um ano depois de queda de presidente, aumenta número de imolações entre tunisianos

Atualizado em  13 de janeiro, 2012 - 14:41 (Brasília) 16:41 GMT

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Jovens seguem exemplo de Mohamed Bouazizi, que desencadeou protestos em 2011 ao atear fogo ao próprio corpo.

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Pelo menos 130 pessoas atearam fogo ao próprio corpo na Tunísia nos últimos 12 meses.

Tunisianos em uma feira do país (BBC)

Tunisianos estão insatisfeitos com desemprego no país (BBC)

Em entrevista concedida à BBC em um hospital da capital, Túnis, Hosni, um jovem que ateou fogo ao próprio corpo há um ano, afirmou que copiou o ato de Mohamed Bouazizi, que, em dezembro de 2010, ateou fogo ao próprio corpo e desencadeou a onda de protestos e choques com a polícia que acabou na renúncia do presidente Zine El Abidine Ben Ali, em janeiro do ano passado.

Estes protestos que levaram à queda de Ben Ali desencadearam a Primavera Árabe, uma onda de protestos e manifestações contra governos em vários países do norte da África e Oriente Médio.

Hosni Mubarak abandonou a presidência do Egito no início de 2011 depois da onda de protestos em todo o país. Na Líbia, depois de meses de confrontos, o presidente Muamar Khadafi foi capturado e morto por rebeldes em outubro, depois de oito meses de guerra civil e operação da Otan no país.

Os protestos continuam em outros países como o Bahrein e, no caso mais grave, a Síria, onde mais de 5 mil pessoas já morreram na repressão aos protestos que pedem a renúncia do presidente Bashar al-Assad, segundo a ONU.

No Iêmen, depois de muita pressão dos manifestantes antigoverno, o presidente Ali Abdullah Saleh concordou em deixar o poder até fevereiro, mas exigiu imunidade para ele e sua família.

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