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Herbert, 45 anos

Para Herbert, não é possível sair do crack sem Jesus. Mas não só. É necessário seguir à risca um tratamento de nove meses.

Direito de imagem BBC World Service

Hoje ele não fuma nem cigarro, não bebe ou consome drogas. Mas há 20 anos, "consumia as drogas consideradas normais, mas que de normais não têm nada: cocaína e maconha, além de beber". Foi nessa época que casou, mas a vida desregrada contribuiu para o fim da união. E o crack foi o empurrão à sarjeta.

"Vivi quatro anos na cracolândia, conheci o submundo, dormia e acordava fumando. Cometi pequenos furtos."

Hoje, na ONG Esperança Viva, ele se dedica em tempo integral a tirar das ruas e ajudar dependentes de crack. Sai pelas ruas pregando a palavra de Cristo e oferecendo eventuais vagas que surgem em uma clínica de recuperação. "Calculo que nesses dois anos ajudei umas 50 pessoas."

Herbert espera o perdão dos filhos. "Eles têm 100% de rejeição a mim. Não os vejo há cinco anos. Não fui um bom pai".