Ativistas filmam nascimento de patos selvagens mais raros do mundo

Atualizado em  6 de abril, 2012 - 07:23 (Brasília) 10:23 GMT

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População total de zarros de Madagascar no mundo é de apenas 60.

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Ativistas que trabalham com a proteção de animais em extinção filmaram o nascimento de 18 filhotes de uma espécie de pato selvagem rara em um centro de reprodução em cativeiro.

Zarro de Madagascar

Ativistas conseguiram fazer com que zarros de Madagascar se reproduzissem em cativeiro

A população mundial dos zarros de Madagascar - do gênero Aythya innotata - é de apenas 60.

Os grupos Wildfowl and Wetlands Trust e Durrell Wildlife Conservation Trust, que coordenaram o projeto de reprodução, disseram que esse tipo de iniciativa pode salvar as espécies em extinção.

Os filhotes estão sendo monitorados em um centro especial na cidade de Antsohihy, em Madagascar.

No final dos anos 90, cientistas acreditavam que os zarros de Madagascar estavam extintos, mas alguns espécimes foram redescobertos em 2006. Uma expedição ao Lago Matsaborimena - também conhecido como Lago Vermelho - revelou a existência de 22 zarros.

As duas entidades de conservação da natureza lançaram uma missão de emergência para garantir a sobrevivência da espécie em 2009. O objetivo era coletar ovos para começar um programa de reprodução em cativeiro.

Zarro de Madagascar

Para um dos ativistas, o traço mais marcante do pato selvagem são os olhos, que parecem diamantes

Eles pegaram 24 ovos dos ninhos do lago. Inicialmente os ovos foram sendo chocados dentro de uma banheira de hotel, enquanto o centro de reprodução estava sendo construído.

Os filhotes que nasceram nestas condições inusitadas agora estão dando à luz a sua primeira ninhada.

"Estes patinhos representam um passo incrível na luta para salvar os zarros da extinção", diz o biólogo Glyn Young, da Durrell Wildlife Conservation Trust.

A espécie ainda é extremamente frágil, e suscetível a problemas como poluição e doenças. Os cientistas monitoram com muita atenção a pequena população para tentar entender os motivos que levaram à sua quase extinção. Eles também querem avaliar qual é a melhor hora para liberar as aves de volta ao seu habitat.

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