Biólogo captura mundo de cores e formas das águas-vivas do Ártico

Atualizado em  10 de setembro, 2012 - 05:17 (Brasília) 08:17 GMT

O mundo das águas vivas

  • Foto: Alexander Semenov
    Conheça o fantástico mundo das águas-vivas, também conhecidas como medusas, que vivem nas gélidas águas do Oceano Ártico. Os hábitos muito curiosos foram observados de perto pelo biólogo russo, Alexander Semenov, que é especialista no assunto. Foto: Alexander Semenov
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    A batalha entre as águas-vivas é constante. "A dieta delas é composta de 70% de organismos invertebrados com uma composição mais mole e 30% de peixes, pequenos crustáceos e larvas planctônicas", disse Semenov à BBC Brasil. Para elas, é normal se alimentarem de outras medusas, como é possível ver na imagem.Foto: Alexander Semenov
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    Ela são compostas de 95 a 99% por água, por isso, tem esta aparência transparente. Na imagem, é possível ver uma medusa-da-lua (Aurelia aurita). Foto: Alexander Semenov.
  • Foto: Alexander Semenov
    Para se preparar para a noite polar do Oceano Ártico, durante o inverno, as águas-vivas crescem o máximo possível. Nesta época do ano, a região enfrenta noites longas, com mais do que 24 horas. Foto: Alexander Semenov.
  • Foto: Alexander Semenov
    O ciclo de vida das águas-vivas varia de espécie para espécie, mas costuma ser muito curto. Em média, vivem de dois a seis meses, mas algumas podem sobreviver por mais tempo, em aquários. "Há espécies que desaparecem por anos, enquanto outras tem uma explosão demográfica, isto é normal", conta Semenov. Foto: Alexander Semenov
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    As águas-vivas-jubas-de-leão (Cyanea capillata) podem atingir dois metros de diâmetro e ter tenáculos de 30 metros, o equivalente a um prédio de dez andares. Foto: Alexander Semenov
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    Na foto, é possível ver uma água viva se alimentando de uma outra espécie menor. Foto: Alexander Semenov
  • Foto: Alexander Semenov
    Os tentáculos das medusas liberam toxinas que funcionam tanto como autodefesa, como para caçar. Nesta foto, onde é possível ver uma medusa, em ação, envolvendo outra. Foto: Alexander Semenov
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    De boca cheia. Esta foto capta o momento exato em que uma água-viva "engole" outra. Foto: Alexander Semenov
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    No verão, elas perdem quase todos os tentáculos. Seus ovos crescem na parte inferior, que futuramente vão dar origem a larvas. Foto: Alexander Semenov
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    Estes são os principais predadores das águas-vivas no verão. 'Hyperia galba' são crustáceos capazes de comer uma água-viva por dentro. Foto: Alexander Semenov
  • Foto: Alexander Semenov
    "Águas-vivas só morrem quando são totalmente consumidas. Elas são organismos primitivos com um sistema nervoso difuso, então podem viver mesmo depois de despedaçadas", conta Semenov. Ele conta que já viu centenas destes crustáceos predadores dentro de uma só água viva, como é possível observar na foto. Neste caso, não há muita esperança para esta medusa. Foto: Alexander Semenov

O mundo das águas-vivas

As águas-vivas têm um ciclo de vida curto. Em média, vivem de dois a seis meses, mas neste período dão um show de cores e formas, como mostram estas imagens capturadas por um biólogo e fotógrafo russo.

"Todo ano há mudanças, porque algumas espécies desaparecem por anos, enquanto outras apresentam uma explosão demográfica. Isto é normal, há uma dinamicidade que faz a área muito interessante de ser estudada", disse o biólogo russo Alexander Semenov à BBC Brasil.

Semenov se especializou no assunto e registrou as fases da vida destes seres que chegam a ser compostos de até 99% de água.

Ele é o chefe dos mergulhadores da estação do Mar Branco, no norte da Rússia.

As foto deste ensaio mostram desde a reprodução até ocasiões em que os celenterados têm o corpo invadido por centenas de crustáceos, que de dentro das águas-vivas, se alimentam das medusas.

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