Retrospectiva: As polêmicas do mundo da arte em 2012

Atualizado em  29 de dezembro, 2012 - 08:26 (Brasília) 10:26 GMT

Retrospectiva: As polêmicas do mundo da arte em 2012

  • Pussy Riot
    O ano de 2012 foi marcado por polêmicas no mundo das artes. Algumas tiveram pouca repercussão fora dos países em que aconteceram, mas outras foram notícia em todo o mundo. Talvez a maior história do ano tenha sido a prisão, julgamento e condenação da banda de protesto Pussy Riot. Em fevereiro, cinco integrantes do conjunto fizeram uma "performance de guerrilha" em uma catedral em Moscou contra o presidente-eleito Vladimir Putin. A condenação de Yekaterina Samutsevich, Maria Alyokhina e Nadezhda Tolokonnikova provocou indignação em diversas partes do mundo.
  • Quatro 'A Batalha de Marciano' de Vasari
    Em março, pesquisadores na Itália descobriram sinais de uma obra de Leonardo Da Vinci que estaria "escondida" - pintada abaixo do quadro 'A Batalha de Marciano', de Giorgio Vasari. Amostras tiradas de pequenos buracos que foram feitos na pintura revelam que a tinta preta é semelhante à usada por Da Vinci para criar a 'Mona Lisa'. Alguns artistas são contra o trabalho dos pesquisadores, que estaria, segundo eles, danificando a obra de Vasari.
  • Orbit em Londres
    Em maio, antes dos Jogos de Londres 2012, foi inaugurada uma torre vermelha de aço, batizada de AcelorMittal Orbit. Várias pessoas - inclusive o próprio artista da obra, Anish Kapoor - criticaram o preço cobrado para se visitar a escultura de 35 andares que custou o equivalente a R$ 75 milhões. Cada turista precisa pagar quase R$ 50.
  • Ai Weiwei dança Gangnam Style
    O músico pop sul-coreano Psy foi a sensação do ano com seu vídeo Gangnam Style, que já foi visto mais de um bilhão de vezes no YouTube. Até mesmo o artista dissidente chinês Ai Weiwei fez uma versão do vídeo. A famosa "dança da cavalgada" ganhou um tom crítico e sarcástico de Ai, que usou algemas na sua versão. O artista foi preso na China, acusado de evasão fiscal, mas se diz vítima de censura por parte do governo. O britânico Anish Kapoor e outros artistas gravaram uma versão do Gangnam Style em apoio ao chinês.
  • Pintura Ecce Homo e versão 'restaurada'
    Em agosto, a idosa espanhola Cecília Gimenez virou, sem querer, uma celebridade mundial. Ela trabalhou na restauração de uma pintura de Jesus intitulada 'Ecce Homo', do artista Elias Garcia Martinez, que está há mais de um século em uma igreja em Zaragoza. A restauração desastrada de Gimenez ficou tão deformada que acabou virando piada em todo o mundo.
  • Estátua de Hitler, pelos irmãos Chapman
    Os polêmicos irmãos Jake e Dinos Chapman exibiram uma polêmica obra em Lancashire, na Inglaterra, que foi acusada de mau gosto por muitos que visitaram a galeria. O trabalho mostra Adolf Hitler como uma estátua de decoração de minigolf. Quando a bolinha de golfe atravessa o buraco, a estátua faz a saudação nazista, com o braço erguido. O curador da exposição defende que a obra é uma forma de ridicularizar o líder nazista.
  •  'A Senhora do Norte' ou Northumberlandia
    A obra 'A Senhora do Norte' ou Northumberlandia foi inaugurada em setembro. Trata-se de uma gigantesca escultura de uma mulher, feita em uma paisagem no interior da Inglaterra. A ambiciosa escultura tem 34 metros de altura e 400m de distância. A obra, que fica perto da cidade de Cramlington, é feita com 1,5 toneladas de pedra, solo e argila.
  • Show de Madonna
    A trajetória de 30 anos de Madonna no mundo do entretenimento sempre foi marcada por polêmicas, em em 2012 não foi diferente. Em Paris, durante um show, a cantora de 53 anos exibiu um de seus seios; em Roma, foi parte de seu traseiro. Em Moscou, ela pediu a libertação do grupo Pussy Riot. Na França, Madonna pediu mais tolerância, e exibiu uma foto da líder de extrema-direita Marine Le Pen com uma suástica nazista. Nos EUA, ela usou armas de brinquedo, poucos dias depois que um atirador matou várias pessoas em um cinema no Colorado.
  • Obra vandalizada de Mark Rothko
    Em outubro, Vladimir Umanets, fundador de um movimento batizado de Yellowism ('Amarelismo', em tradução livre) pichou seu nome em uma obra valiosa do artista americano Mark Rothko, no museu Tate Modern, em Londres. O polonês declarou-se culpado, e foi condenado a dois anos de prisão. Especialistas dizem que a restauração da obra pode levar até 18 meses e custar o equivalente a mais de R$ 650 mil. Neste ano, outra obra de Rothko foi vendida por quase R$ 180 milhões - o maior preço já pago por uma pintura feita no Pós-Guerra.
  • Estátua Verity, de Damien Hirst
    O artista britânico Damien Hirst maravilhou e horrorizou os moradores de Ilfracombe, na região inglesa de Devon, com sua estátua de bronze "Verity", de mais de 20 metros. A imagem mostra uma mulher grávida erguendo uma espada. A obra gigantesca pesa 25 toneladas e foi transportada por um caminhão. A obra recebeu diversos adjetivos dos moradores locais: 'maravilhosa', 'fantástica', 'pavorosa', 'horrível'. Ela ficará exposta por 20 anos na cidade. Hirst é também é morador de Ilfracombe.

Arte e polêmica

O ano de 2012 foi marcado por diversas polêmicas no mundo da arte.

A prisão do grupo russo Pussy Riot, que fez um protesto contra Vladimir Putin em uma catedral de Moscou, foi notícia em todo o mundo.

Mas outras performances e obras de arte também foram polêmicas em 2012.

O artista chinês Ai Weiwei aproveitou o sucesso mundial do fenômeno Gangnam Style para fazer uma versão sarcástica e política do vídeo.

Confira algumas das principais polêmicas do ano no mundo das artes.

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