Por dentro do Irã

Um país amigável, porém complexo

O fotógrafo neo-zelandês Amos Chapple viajou ao Irã e encontrou uma sociedade estimulada pela energia dos jovens e rica em herança cultural. Em uma tentativa de olhar além das manchetes habituais e investigar mais fundo, ele descobriu um Irã muito mais amigável e bem mais complexo do que esperava.

O Irã tem uma população jovem e o desemprego entre a faixa etária dos 15 aos 29 anos é alto. Este grupo de amigos se disse preocupado com "a maneira pela qual a nação é percebida no exterior".

A taxa de desemprego tem-se mantido acima dos 10% desde 1997, mas acredita-se que extra-oficialmente o índice seja muito maior, e que a taxa de desemprego para mulheres seja quase o dobro daquela dos homens.

Em contraste à vibrante capital, Teerã, as áreas rurais não são geralmente vistas pelos estrangeiros.

Muitos visitantes vão até as espetaculares ruínas de Persépolis – capital do antigo Império Persa Aquemênida – cujo primeiro imperador foi Ciro, o Grande. A cidade foi construída por Dario, o Grande, mantida por seu filho, Xerxes, e destruída por Alexandre 3º, da Macedônia.

A tensa relação do Irã com os Estados Unidos também permanece evidente visualmente. Um muro foi colocado em torno da antiga Embaixada dos EUA em Teerã, e em fevereiro, o Supremo Líder do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, desconsiderou uma oferta de negociações bilaterais diretas com Washington sobre o programa nuclear iraniano.