(BBC)
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Los Angeles decreta emergência após aumento drástico de moradores de rua

A cidade de Los Angeles, na Califórnia, na costa oeste dos Estados Unidos, declarou estado de emergência devido à crescente população de sem-teto – uma alta de 12% nos últimos dois anos.

São 25,686 vivendo nas ruas da cidade e 44,359 no condado, segundo estimativas oficiais.

O fenômeno pode ser explicado pelo consumo de drogas, mas também pelo altos preços dos aluguéis.

Morador de rua, Steven Kuklinski vive ao relento há pelo menos dez anos.

"Encontrei nas drogas a fuga para os meus problemas psicológicos e emocionais. Por isso estou aqui", diz ele.

Devido à gravidade da situação, Los Angeles acabou ganhando um novo apelido: a capital dos sem teto.

Denise Scott, também moradora de rua, critica as autoridades.

Ela afirma que não tem como comprar uma casa e que nem todo mundo que vive nas ruas é drogado. "Precisamos de ajuda", afirma.

É a primeira vez que Los Angeles decreta estado de emergência desde 1994, quando um terremoto matou 60 pessoas.

"Acho que vivemos um problema tão sério quanto naquela época. Trata-se de algo vergonhoso e repugnante. É totalmente errado isso acontecer em um país rico e especialmente em uma cidade rica", diz o vereador Mike Bonin.

A maioria dos sem teto é negra. Segundo o governo local, seriam necessários US$ 100 milhões (R$ 390 milhões) para solucionar o problema.

Apesar do desespero nas ruas, há esperança. Ex-sem teto, Christian Lofland trabalha atualmente na Los Angeles Mission, uma ONG que ampara moradores de rua.

"Um dia eu acordei e pensei: não tenho teto, não tenho dinheiro, não tenho carro, não tenho emprego. Me ajoelhei e comecei a rezar. Uma voz me disse: vá para o abrigo", conta ele.