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Última actualização: 10 Novembro, 2008 - Publicado em 12:39 GMT
 
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Morreu diva da música sul-africana
 
Makeba
Miriam Makeba era connhecida como 'Mama Africa'
A lenda da música sul-africana, Miriam Makeba, morreu aos 76 anos, depois de ter ficado doente em Itália, onde deu um concerto perto da cidade de Caerta, no sul do país.

A agência de notícias italiana, Ansa, diz que a artista morreu de ataque cardíaco.

O concerto era em homenagem a Roberto Saviano, o autor de um trabalho expondo a organização mafiosa Comorra e cuja vida foi por isso ameaçada.

Prestando-lhe tributo, Nelson Mandela disse: "A súbita morte da nossa amada Miriam Makeba entristece toda a nação".

Ela era embaixadora da ONU e em Março deste ano cantou em Kinshasa, na República Democrática do Congo, num evento ligado à agricultura.

Miriam Makeba participou na digressão de Gaceland de Paul Simon em 1987, e em 1992 teve um papel de destaque no filme Serafina.

'Mama Africa'

Makeba nasceu em Joanesburgo a 4 de Março de 1932 e tornou-se num símbolo da luta contra o apartheid.

A sua carreira como cantora começou nos anos 1950 com as suas músicas misturando jazz com os sons tradicionais da África do Sul.

Ela chamou a atenção internacional em 1959 durante a sua digressão pelos Estados Unidos com o grupo sul-africano Manhattan Brothers.

MIRIAM MAKEBA
1932: Nasce em Joanesburgo, África do Sul
1959: É estrela da opera de jazz King Kong e do filme anti-apartheid 'Come Back Africa; encontra-se com Harry Belafonte
1960: Banida na África do Sul
1963: Testemunha contra o apartheid nas Nações Unidas
1966: Torna-se na primeira mulher africana a ganhar um Grammy
1968: Casa-se com activista dos Black Panther, Stokely Carmichael e muda-se para a Guiné-Conackry
1985: Muda-se para Bruxelas depois do seu filho ter morrido no parto
1990: Regressa à África do Sul depois de um pedido pessoal de Nelson Mandela
2005: Inicia a sua "Digressão de Despedida" pelo mundo que dura três anos
2008: Morre em Caserta, na Itália depois de um concerto, aos 76anos

Foi forçada a viver no exílio pouco depois quando o seu passaporte não foi renovado como consequência de ter aparecido num documentário anti-apartheid. Não voltaria à sua terra natal até à libertação de Nelson Mandela.

Miriam Makeba foi a primeira mulher negra africana a ganhar um Grammy Award, que partilhou com Harry Belafonte em 1965.

Ela era a estrela número 1 da música africana no mundo, diz Richard Hamilton da BBC, fundindo diferentes estilos musicais muito antes de aparecer a chamada
"world music".

Depois do seu divórcio com o seu compatriota sul-africano Hugh Masekela, ela casou-se com o activista americano dos direitos cívicos, Stokely Carmichael.

Foi no exílio nos Estados Unidos que ela produziu as suas canções mais famosas,
Pata Pata e Malaika.

"Cantamos sobre aquilo que nos rodeia," disse ela. "Aquilo que nos cerca sempre foi o sofrimento do apartheid e o racismo que existe no nosso país. A música foi afectada por isso tudo".

Foi por essa dedicação ao seu continente que Miriam Makeba ficou conhecida como 'Mama Africa'.

 
 
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