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Última actualização: 16 Novembro, 2008 - Publicado em 23:49 GMT
 
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Congo: Líder rebelde apoia processo de paz
 
Rebeldes leais a NKunda
Conflito desalojou cerca de 250 mil pessoas nas últimas semanas
O líder rebelde no leste da República Democrática do Congo, Laurent Nkunda, encontrou-se com o enviado especial das Nações Unidas, o antigo Presidente nigeriano, Olusegun Obasanjo.

O general dissidente disse a Obasanjo que está disposto a participar em conversações de paz com o governo congolês.

Nkunda acrescentou que respeitaria um cessar-fogo se o governo congolês também o fizesse.

O enviado da ONU afirmou que era necessário um esforço de parte a parte para conseguir tréguas.

Obasanjo encontrou-se com o General Nkunda num local a 80 km de Goma. Ele disse que o líder rebelde concordou com um cessar-fogo desde que as forças do governo também acabem com os confrontos.

O processo de paz visa acabar com o conflito no leste do país, onde 250 mil pessoas tiveram que abandonar as suas casas nas últimas semanas.

Ao falar depois das conversações com Nkunda, Obasanjo descreveu o ambiente das conversações e referiu que Nkunda pretende encontrar-se com o governo congolês.

Encontro

"O ambiente foi cordial e amigável. Quanto às suas exigências, ele disse que quer encontrar-se com o governo sem quaisquer condições para discutir questões políticas, económicas e de segurança."

As conversações de paz devem ter lugar no Quénia. Não se espera que o Presidente congolês, Joseph Kabila, participe pessoalmente apesar de Nkunda ter pedido a sua presença.

Obasanjo foi agora para o país vizinho, Ruanda, que o governo congolês acusa de apoiar a rebelião.

Alguns observadores ficaram surpreendidos com a forma como Obasanjo parece ter sido seduzido por um homem que representantes congoleses e grupos de direitos humanos designam como um criminoso de guerra.

Ao falar depois das conversações, o líder rebelde, que vestia um fato cinzento em vez do habitual uniforme militar, reconheceu que muitas vidas se tinham perdido no conflito.

Nkunda afirma que está a lutar para proteger a sua comunidade tutsi dos ataques dos rebeldes hutu ruandeses que escaparam para a República Demodcrática do Congo depois do genocídio de 1994.

Nos últimos confrontos de domingo, testemunhas ouviram artilharia, róquetes e tiros junto à aldeia de Ndeko, a cerca de 90 km de Goma.

Um porta-voz militar da ONU disse que os soldados da força rebelde de Nkunda e do exército congolês têm estado envolvidos nos confrontos.

 
 
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