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Congo: Líder rebelde apoia processo de paz
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O líder rebelde no leste da República Democrática do Congo, Laurent Nkunda, encontrou-se com o enviado especial das Nações
Unidas, o antigo Presidente nigeriano, Olusegun Obasanjo.
O general dissidente disse a Obasanjo que está disposto a participar em conversações de paz com o governo congolês. Nkunda acrescentou que respeitaria um cessar-fogo se o governo congolês também o fizesse. O enviado da ONU afirmou que era necessário um esforço de parte a parte para conseguir tréguas. Obasanjo encontrou-se com o General Nkunda num local a 80 km de Goma. Ele disse que o líder rebelde concordou com um cessar-fogo desde que as forças do governo também acabem com os confrontos. O processo de paz visa acabar com o conflito no leste do país, onde 250 mil pessoas tiveram que abandonar as suas casas nas últimas semanas. Ao falar depois das conversações com Nkunda, Obasanjo descreveu o ambiente das conversações e referiu que Nkunda pretende encontrar-se com o governo congolês. Encontro "O ambiente foi cordial e amigável. Quanto às suas exigências, ele disse que quer encontrar-se com o governo sem quaisquer condições para discutir questões políticas, económicas e de segurança." As conversações de paz devem ter lugar no Quénia. Não se espera que o Presidente congolês, Joseph Kabila, participe pessoalmente apesar de Nkunda ter pedido a sua presença. Obasanjo foi agora para o país vizinho, Ruanda, que o governo congolês acusa de apoiar a rebelião. Alguns observadores ficaram surpreendidos com a forma como Obasanjo parece ter sido seduzido por um homem que representantes congoleses e grupos de direitos humanos designam como um criminoso de guerra. Ao falar depois das conversações, o líder rebelde, que vestia um fato cinzento em vez do habitual uniforme militar, reconheceu que muitas vidas se tinham perdido no conflito. Nkunda afirma que está a lutar para proteger a sua comunidade tutsi dos ataques dos rebeldes hutu ruandeses que escaparam para a República Demodcrática do Congo depois do genocídio de 1994. Nos últimos confrontos de domingo, testemunhas ouviram artilharia, róquetes e tiros junto à aldeia de Ndeko, a cerca de 90 km de Goma. Um porta-voz militar da ONU disse que os soldados da força rebelde de Nkunda e do exército congolês têm estado envolvidos nos confrontos. |
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