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Forte afluência às urnas em Moçambique
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Uma elevada afluência e longas filas de espera, particularmente de manhã, foram os pontos salientes das eleições municipais
que esta quarta-feira tiveram lugar de norte ao sul de Moçambique. Algumas assembleias de voto abriram com quase uma hora
de atraso.
Segundo o boletim da AWEPA, a Associação dos Parlamentares da União Europeia, que está a monitorar o processo, a votação aponta para uma afluência muito superior à registada nas eleições locais de 2003. Com cerca de 150 candidatos a concorreram a 43 conselhos muncipais em todo o país, esta votação poderá ser um barómetro importante relativamente às eleições provincias e gerais do próximo ano. Democracia O número de potenciais eleitores é de 2,7 milhões. As autoridades decretaram tolerância de ponto. O presidente moçambicano, Armando Guebuza, foi dos primeiros a votar. "É um sinal forte da estabilidade e democracia no país., disse após ter introduzido o seu boletim na urna. Uma hora mais tarde, Afonso Dlakama, o líder da Renamo, o maior partido da oposição, exercia o seu direito. "Parece existir uma grande diferença às eleições anteriores. Há muita afluência", comentou. A BBC para África visitou algumas Assembleias de Voto, a funcionarem sobretudo em escolas, as quais abriram às 7 horas. "Valeu a pena. Tenho o sentido de dever cumprido", disse à BBC um dos eleitores. "Há uma grande expectativa. O anterior edil de Maputo, fez um bom trabalho. Nós agora vamos verificar se este que vai ser eleito, vai ser tão bom". A opinião de um outro eleitor numa assembleia de voto no Alto Maé, um populoso bairro da capital. Barómetro político É uma votação que poderá ser um barómetro importante relativamente às eleições provincias e gerais do próximo ano. Lucas José do Secretariado Técnico da Admnistração Eleitoral diz que "assim que termine a votação a contagem tem início imediatamente. Serão 3.125 mesas de voto e estarão envolvidos cerca de 15 mil membros das mesas de voto." Das 43 vilas e cidades em disputa apenas a Frelimo e a Renamo concorrem à Presidência e Assembleia Municipal de cada uma delas. O maior município é o de Maputo, cuja Assembleia comporta 67 assentos. Aqui estão contabilizados mais de 650 mil potenciais eleitores, bastante acima dos cerca de 7 mil cidadãos com direito a voto oficialmente registados na nova autarquia de Gorongosa, na região centro de Moçambique. Mas o estatuto de Maputo vai obviamente para além da estatística, dado o valor político que a capital do país naturalmente representa. Isto para não falar da apetecida cidade da Beira, conotada ao longo dos anos com a oposição. O número de candidatos indica aliás que estes são os municípios mais concorridos nestas eleições, restando agora saber até que ponto que este dado irá reflectir-se nos resultados finais. Outro pormenor tem a ver com o género: das mais de 100 candidaturas à Presidência dos municípios, apenas oito são de mulheres – isto num país em que mais de 50% da população é do sexo feminino. |
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