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'Forças de elite' necessárias para o Congo
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O antigo chefe das operações de paz das Nações Unidas, Jean-Marie Gueheno, defendeu a necessidade urgente de uma força internacional
eficaz na República Democrática do Congo.
Ao mesmo tempo que saudava a recente decisão da ONU de aprovar mais três mil efectivos, Guehenno disse que o mais necessário era uma oferta dos países europeus no sentido do envio de tropas de elite credíveis. "O que é necessário agora é uma força muito forte para realmente enviar uma mensagem de dissuasão a todos os envolvidos; uma vez perdido esse tipo de domínio é muito importante enviar um destacamento realmente forte". A mensagem de Jean-Marie Guehenno é clara: não faz sentido enviar para o Congo forças que sejam incapazes de fazer o trabalho. 'Sinal poderoso' Guehenno conhece bem a região desde quando teve que lidar com o conflito anterior há cinco anos, e acredita que apenas tropas europeias altamente treinadas com experiência de combate poderão enviar um sinal poderoso às forças que se confrontam no leste do Congo.
Apesar da aprovação ontem do envio de mais efectivos pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, não há indicação de quando eles serão despachados, ou qual será a sua proveniência. Um deputado alemão e antigo presidente do Comité de Assuntos Externos do parlamento europeu, Elmar Brock, disse à BBC que a Europa não tinha capacidade suplementar para o envio de mais soldados "os europeus neste momento estão no Sudão, na Somália, no Afeganistão, nos Balcãs, há mais na Geórgia” Segundo acrescentou “não vejo que seja possível aos maiores países europeus irem para um outro país, talvez à excepção das antigas potências coloniais nessa região, como a França e a Bélgica." Ele disse ainda que a ONU precisava de utilizar melhor as tropas que estão actualmente no Congo. Entretanto, preocupações crescentes com a situação de centenas de milhares de pessoas deslocadas pela violência levaram um grupo de organizações humanitárias na Grã-Bretanha a apelar ao envio de uma força de paz europeia para o Congo urgentemente. Elas dizem que as tropas suplementares das Nações Unidas poderão levar meses a chegar e que um envio imediato poderá salvar milhares de vidas no leste do país. |
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