Fã de abacaxi, blogueira faz aulas de forró em barzinho de Oxford

Sarah Jacobs estuda português e francês na Universidade de Oxford e passou cinco meses no Brasil em 2013. De volta à Grã-Bretanha, ela mantém a ligação com o Brasil por meio principalmente do cinema, do estudo da língua portuguesa e do forró! Tem tentado aprender os frenéticos movimentos em um "barzinho em Oxford", conta.

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30 segundos com Sarah Jacobs

Do que você mais gosta no Brasil?

Das pessoas. São, de maneira geral, receptivas, generosas e dispostas a fazer novos amigos. Eu me senti muito bem-vinda no Brasil e sinto saudade de muita gente.

Do que você menos gosta?

No Brasil, entendi melhor a grande frustração de muitos brasileiros com o Estado no que diz respeito à falta de representação, aos problemas com os serviços públicos, à corrupção, entre outros assuntos.

Qual é seu lugar favorito no país?

Ainda preciso conhecer muitos lugares. Por enquanto, meu preferido é a Chapada dos Veadeiros – me apaixonei por esse lugar, deu vontade de largar tudo e ficar lá para sempre.

Qual obra literária brasileira mais te marcou?

A obra de Machado de Assis – o seu estilo parece muito mais original do que o de autores que escreveram na mesma época na Europa. Foi muito interessante comparar suas descrições do centro do Rio de Janeiro – onde a maioria dos seus personagens morava – com a realidade atual dessa parte da cidade.

O que você ainda quer aprender no Brasil?

Quero aprender a dançar melhor. Ando fazendo aulas de forró em um barzinho aqui no centro de Oxford – forró está virando moda na Europa.

Qual sua trilha sonora do Brasil?

Saí do Brasil com centenas de sugestões sobre músicas brasileiras. Atualmente, estou gostando bastante dos Novos Baianos e do álbum que Caetano Veloso fez durante o exílio político em Londres. Acho super bonito seu jeito de cantar em inglês. Sempre estou procurando novas músicas interessantes: qualquer dica que vocês tiverem, eu aceito!

Qual sua palavra preferida em português?

Gosto muito do som da palavra "abacaxi", minha fruta preferida.

Como se mantém conectada ao Brasil apesar da distância?

O cinema é uma das maneiras. Assisti recentemente ao filme O Som ao Redor (2012), de Kleber Mendonça. Gostei, apesar de ser um dos filmes mais tensos e paranóicos que já vi na minha vida!