Sírio reconstrói vida no Rio: 'Se você corre atrás, consegue'

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Sírio reconstrói vida no Rio: 'Se você corre atrás, consegue'

Quando tinha 19 anos, Adel Bakkour deixou Aleppo, na Síria, e veio para o Brasil - ele e o irmão foram retirados do país quando a família percebeu que a situação lá era muito perigosa para homens jovens.

Quatro anos depois, a guerra se agravou. A mãe de Adel continua na cidade síria, em área dominada pelo governo. Mas eles se falam por WhatsApp. Todos os dias.

Aleppo está sitiada e vem sendo palco de sangrentas batalhas entre forças do governo e rebeldes há várias semanas.

Até o fim do ano, Adel tentará trazer a mãe para o Brasil - o pai dele, um ex-dono de supermercado, já está no país.

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Image caption O refugiado sírio dá aulas de árabe em ONG no Rio

O jovem ensina árabe na ONG Abraço Cultural, que tem aulas de idiomas dadas por refugiados.

É verdade que sua situação melhorou com as aulas e uma bolsa de estudos na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), mas a chegada ao país foi difícil e marcada pela pobreza.

Mesmo matriculado na universidade, após ter sua transferência aceita, ele teve de dormir por seis meses em uma barraca dentro do alojamento universitário. "Passei muitas dificuldades aqui", diz.

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Image caption Adel dormiu por seis meses em barraca no alojamento universitário

A história de Adel faz parte da série #Olhares, na qual a BBC Brasil traz depoimentos de estrangeiros sobre o Brasil. Os vídeos serão publicados ao longo dos Jogos Olímpicos.

No próximo episódio, o maestro americano que comanda a Orquestra Sinfônica Nacional pede que o Brasil exporte mais música, para além de Tom Jobim e Heitor Villa-Lobos.

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