'Nasci para fazer doces', diz ex-dependente de crack que virou confeiteira e vai abrir café em SP
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'Nasci para fazer doces', diz ex-dependente de crack que virou confeiteira e vai abrir café em SP

A confeiteira Desirée Mendes, de 40 anos, costuma dizer que todo mundo "pira" na história dela, mas ela mesma não gosta. É que por 22 anos Desirée foi dependente de crack e chegou a morar mais de uma década na região conhecida como cracolândia, no centro de São Paulo.

Presa 11 vezes e internada por outras 19, Desirée largou a droga em 2012, depois de dar à luz um filho na prisão. Ela foi condenada por tráfico de drogas, mas aguarda recursos em liberdade. Seu caso chegou ao Supremo Tribunal Federal, que afirmou não haver motivos para que ela cumpra a pena em regime fechado.

A partir daí, sua vida mudou radicalmente: foi vender brigadeiro na rua e, em seguida, foi contratada como confeira no Cereja Flor Bistrô Café, um restaurante na zona leste de São Paulo que tem os doces como foco.

Desirée se destacou: rapidamente inventou receitas e virou chefe de confeitaria da casa, comandada por sua amiga Jaqueline Alves, de 45 anos.

A confeiteira também atua como arteterapeuta no Recomeço, programa do governo do Estado que dá tratamento a dependente de crack.

Agora, Desirée vai abrir um restaurante perto da cracolândia, no centro de São Paulo. Será uma sociedade entre ela e sua amiga Jaqueline. Elas prometem almoço e doces criados por Desirée. "Nasci para isso", diz ela.