Patrões e empregados são 'parceiros na prosperidade', diz Flávio Rocha

Flávio Rocha em sua casa no Jardim América Direito de imagem Félix Lima/BBC Brasil
Image caption Flávio Rocha defende um governo liberal na economia e conservador nos costumes

Não é a primeira vez que o empresário Flávio Rocha tenta ser presidente. O dono de uma das principais redes de varejo do Brasil, as lojas Riachuelo, tem ambições políticas desde jovem: foi eleito deputado federal aos 28 anos, em 1986, e lançou uma pré-candidatura à Presidência aos 36, em 1994.

Mas, mesmo depois que seu partido (o PL, na época) resolveu enterrar sua candidatura, em meio a controvérsias sobre financiamento eleitoral, e apoiar a de Fernando Henrique Cardoso, Rocha guardou o desejo de se aventurar na política. Por 22 anos.

Ele voltou aos holofotes entre 2015 e 2016, quando se tornou um dos principais grandes empresários a defender ativamente o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Se aproximou do MBL (Movimento Brasil Livre) e apoiou a candidatura de João Doria à prefeitura de São Paulo. Em janeiro deste ano – dois meses antes de se filiar ao PRB e anunciar sua pré-candidatura à Presidência – começou a percorrer o país para lançar o manifesto Brasil 200, que prega "liberalismo econômico e conservadorismo nos costumes".

Com 1% de intenção de voto da última pesquisa Datafolha, o empresário está bancando a própria campanha, que, segundo ele, não saiu cara até agora. Ele ainda não sabe dizer o quanto deverá gastar.

A reprodução deste formato de vídeo não é compatível com seu dispositivo
'Não se pode ver racismo em tudo', diz candidato à presidência Flávio Rocha

Defensor ferrenho do livre mercado – a quem atribui "sabedoria suprema" –, de um Estado pequeno e dos interesses do setor de varejo, Rocha acredita, no entanto, que é a postura conservadora "em relação aos costumes" que ganhará a eleição em 2018.

Nascido no Recife e criado católico no Rio Grande do Norte, ele se tornou evangélico por influência da mulher, Anna Cláudia, com quem tem três filhos. Se posiciona contra a descriminalização do aborto, contra o desarmamento, à favor da redução da maioridade penal e contra cotas raciais.

Diz também que "não se pode ver racismo em tudo", embora admita a existência do racismo no país por parte de "uma minoria ignorante".

Em uma entrevista concedida em sua mansão no Jardim América, em São Paulo, ele disse estar longe de nomes conservadores como Jair Bolsonaro por ter "apreço à democracia" e que difere de candidatos liberais como João Amoêdo, por ter "coragem" de entrar no campo dos costumes, um tema "totalmente ignorado pela covardia da classe política brasileira".

Falou também sobre a ação de R$ 37,7 milhões do Ministério Público do Trabalho contra o grupo Guararapes, de sua família (controladora da Riachuelo e de outras empresas). O processo foi aberto após uma investigação do MPT apontar irregularidades em empresas do programa Pró-Sertão, uma iniciativa do governo do Rio Grande do Norte que levou a Riachuelo a contratar oficinas de costura para produzir seus produtos.

O Ministério Público afirma que os empregados recebiam menos e tinha menos direitos que os empregados contratados diretamente pela Guararapes em Natal – acusações que Rocha nega.

Após xingar a procuradora que entrou com a ação, o empresário passou a responder também a um processo por injúria e difamação. "Estava fazendo meu papel de desabafar."

Confira abaixo os principais trechos da entrevista à BBC:

BBC Brasil - O sr. defende o liberalismo econômico e o conservadorismo nos costumes. Muitas pessoas tem receio de que o conservadorismo possa significar menos liberdade individual. Porque dar liberdade ao mercado, e não às pessoas?

Flávio Rocha - A coerência é entre a liberdade na economia e os valores. Não pode se chamar de moralista alguém que, até sexta-feira passada, era o presidente da maior empresa de moda do Brasil. Moda é diversidade, é essa fantástica diversidade de comportamentos, de opções, de hábitos. A Riachuelo é o maior empregador de transexuais do Brasil. É um ambiente de total liberdade do ponto dos costumes.

O que nós acreditamos que é necessário é o contraponto à essa inversão de valores que gerou os maiores escândalos de corrupção e gerou 300% de aumento da criminalidade. (Somos contra) a vitimização do bandido. Temos que ter um programa de segurança voltado para a vítima. Tem a extrema-esquerda falando do bandido, a extrema-direita fazendo um debate sindical da corporação, da estrutura e do plano de carreira das forças de segurança. Mas ninguém falando em nome da vítima.

BBC Brasil - Mas o que "conservadorismo em relação aos costumes" quer dizer na prática? Por exemplo, qual sua posição em relação ao casamento gay?

Rocha - Eu sou a favor da união civil, como está colocado na lei. Agora, como liberal – e eu acho que aí existe coerência em ter-se as duas posições – como liberal eu me oponho no Estado interceder em uma organização da sociedade, como uma Igreja, e impor um comportamento. O Estado não pode se intrometer e obrigar uma igreja a celebrar um casamento qualquer que seja. Gay ou hetero. Mas sou totalmente a favor das pessoas casarem no civil.

BBC Brasil - E em relação aos direitos das mulheres, a questão do direito ao aborto?

Rocha - Sou contra o aborto porque só Deus pode tirar uma vida. (Sou a favor de que a lei fique) como está, com as exceções já previstas em lei no caso de estupro, de violência sexual e de risco à saúde da mulher. Eu digo isso acho que na boa companhia de 80% ou 90% das mulheres pobres do Brasil.

BBC Brasil - Esse dado é de qual pesquisa?

Rocha - Eu vi pesquisas recentes que mostravam... Aliás, é incrível como temas que tem esse patamar de aprovação – 70%, 80%, 90% – são totalmente ignorados pela covardia da classe política brasileira, que é refém do politicamente correto.

BBC Brasil - Estima-se em 800 mil o número de abortos realizados a cada ano no Brasil. O sr. acha que é possível prender todas essas mulheres?

Rocha - Não, eu só não acho que deve existir... Imagina quantos (abortos) haveria se houvesse a liberação ou a impunidade, a não criminalização dessa questão. Eu acho que é necessário atacar na origem. Prestigiar a família, dar o apoio à essas meninas tão precoces, que estão, muitas vezes por falta de informação, engravidando antes que possam dar um mínimo de respaldo e de estrutura familiar à essas crianças.

BBC Brasil - E a questão das cotas raciais?

Rocha - Eu sou a favor da meritocracia. Outro dia, fui a um encontro de executivas mulheres e a primeira pergunta foi com relação a cotas. Eu estava acabando de sair de uma reunião com cem trainees, vindos de um processo de seleção com 20 mil pessoas, e 90% eram mulheres. Então, eu saí de lá com a ideia de que talvez a gente precisasse uma cota, se fosse o caso, ao inverso... Porque são as mulheres que estão, com seu talento, com sua competência, ocupando o mercado de trabalho de uma maneira fantástica. Elas absolutamente não precisam dessa proteção.

BBC Brasil - Mas e o racismo? Não existe racismo no Brasil?

Rocha - É, eu acho que existe ainda, sim, alguma discriminação. Mas o racismo está sendo associado à ignorância. É a falta de informação. E também a gente não deve ver racismo em tudo. Nós nos transformamos em uma república de industrialização dos conflitos. Você não vê um discurso político que não tenha "nós contra eles". É o nós contra eles, é rico contra pobre, é patrão contra empregado, como se patrão e empregado não fossem sócios na prosperidade. É negro contra branco, produtor rural contra MST. Essa é uma tática de dominação (da esquerda): farejar conflitos, e onde existir uma faísca de conflito se joga um balde de gasolina.

Direito de imagem Keiny Andrade/Divulgação
Image caption Rocha defende privatização de Estatais e gestão privada de serviços públicos

BBC Brasil - O sr. é a favor de que serviços de saúde e educação caminhem no sentido de privatização?

Rocha - A gestão privada pode ajudar e muito. É fundamental que o Estado arque com o custo desses serviços, mas não (precisa) necessariamente gerir esse custo. Por isso, gosto muito de soluções do tipo do voucher estudantil, as charter schools (que recebem dinheiro público mas operam privadamente, nos Estados Unidos). Um pai que tem três filhos em idade escolar pode receber um tíquete educação e escolher livremente no mercado uma escola boa, um método bom, não ficar escravizado por esse método Piaget/Paulo Freire, com todas as suas controvérsias. Ele pode matricular seu filho numa escola religiosa, numa escola militar, isso é liberdade de escolha.

BBC Brasil - Isso não seria o Estado dando dinheiro público para o lucro de um gestor privado?

Rocha - O que interessa é o gol (objetivo), é ter uma boa educação, de qualidade. O que você me falou está contaminado de ideologia, o lucro não é ruim, né?

BBC Brasil - O Fies (Fundo de Financiamento Estudantil, programa que ajuda estudantes de baixa renda a cursar faculdades privadas) tentou usar esse modelo, mas foi criticado por que teria incentivado ensino superior de má qualidade.

Rocha - Deu errado o misto de capitalismo de conluio, de má gestão e ideologização. Houve muito custo, aumentos significativos... O pressuposto estava errado. Porque aqui no Brasil, 70% dos recursos do MEC (Ministério da Educação) vão para 2% dos alunos (do ensino superior), que são justamente os que não precisam. Uma pequena parcela vai para o ensino de base, que está morrendo à míngua. Tem que virar de cabeça para baixo essa pirâmide. Então você colocou no Fies uma massa de alunos que foram sujeitos a uma metodologia questionável, investimentos baixos, e eles não acompanham as demandas do ensino superior.

BBC Brasil - Pesquisas recentes no Reino Unido, onde houve ampla privatização nos anos 1980, indicam que a maioria dos britânicos prefere que serviços essenciais continuem nas mãos do Estado. Isso não seria um forte argumento contra a ideia de que a iniciativa privada é sempre melhor?

Rocha - É melhor ter alternativas, opções. O pai de uma criança pobre só tem alternativa de uma escola estatal – com toda sua deficiência, com tudo o que a gente vê aí. Os ricos já tem opção de ir pra escola pública, os pobres que não tem opção da privada. Eu não vi nenhum rico optar por uma escola pública. E tudo o que é público! O governo não sabe gerir. Essa é a verdade. A genialidade do capitalismo é o sistema de incentivos. Um processo de seleção natural, que tira do processo o incompetente, o preguiçoso, e canaliza os recursos pro esforçado, pro trabalhador, para o mais preparado.

BBC Brasil - Empresas privadas também se envolvem em corrupção.

Rocha - O livre mercado é o antídoto natural contra a corrupção. O monopólio estatal é um convite à corrupção. Você viu aí no petrolão, né? Uma refinaria de petróleo, com sobrepreços de 200%. Será que isso é possível numa empresa privada que está sujeita à concorrência? A empresa que se deixa contaminar, num ambiente de mercado aberto, é punida automaticamente pelos freios e contrapesos sábios do livre mercado.

A gente está concentrando o debate da luta contra a corrupção apenas na questão da Operação Lava Jato – que é fantástica, a melhor coisa que aconteceu no Brasil. Mas a Lava Jato é uma parte do processo. Imagina essa sala infestada de moscas com um presunto pendurado. A Lava Jato é espantar as moscas. A segunda parte da luta é tirar o presunto da sala. O sistema desse Estado inchado, com seus monopólios, é um convite à corrupção. Pode prender todos, que novos vão aparecer.

Direito de imagem Félix Lima/BBC Brasil
Image caption Para Flávio Rocha, patrões e empregados são "parceiros na prosperidade"

BBC Brasil - O sr. já disse que não via mais sentido na existência do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento). Ainda tem essa posição?

Rocha - O BNDES foi importante, em determinado período, num país com tantas discrepâncias nacionais e ausência total de capital de longo prazo. Agora, esse período recente da história transformou instituições seríssimas em palavrões. O BNDES do Foro de São Paulo (conferência de partidos e organizações de esquerda) e dos "campeões nacionais" (política do governo Lula de incentivo a grandes empresas através do BNDES) é uma excrescência. Quando um burocrata de Brasília acha que ele que escolhe o "campeão nacional" é a negação da sabedoria suprema do livre mercado e é uma porta para a corrupção. Quem escolhe o "campeão nacional" é a Dona Maria, é o mercado. É de baixo para cima, não de cima para baixo. (Se eu for eleito) o BNDES vai voltar ao seu tamanho natural e no longo prazo ele não deve existir.

BBC Brasil - O grupo Guararapes, da sua família, chegou a ter projetos apoiados pelo BNDES...

Rocha - Se você colocar o quanto o nosso cliente é onerado por falta dessa oferta de dinheiro a taxas razoáveis para o consumidor, isso é muito maior do que qualquer eventual benefício que nós fomos forçados a ter para ter alguma condição de competitividade. Nosso fundador, o seu Nevaldo (Rocha, pai de Flávio(, era radicalmente contra qualquer endividamento bancário... Se culpa houve, foi minha, ao convencer o seu Nevaldo de que BNDES não era endividamento bancário.

Então depois de muito relutar, nos últimos dez anos nós fomos ao BNDES nas mesmas condições que os nossos concorrentes. Foi R$ 1,4 bilhão que pegamos nesse período, um período em que pagamos de impostos RS$ 18 bilhões ou RS$ 20 bilhões. Nos últimos dois ou três anos, o bancos privados estão mais competitivos que o BNDES, então não fomos (a ele).

BBC Brasil - Há quem possa dizer que seria injusto dar um fim ao BNDES uma vez que sua empresa já se beneficiou. Como o pequeno empreendedor vai conseguir investimentos?

Rocha - Com a oferta mais abundante de capital. Naquele período de tempo não havia recursos de longo prazo, justamente pelo inchaço do Estado. O que garante a recuperação de um ambiente de negócios favorável é o equilíbrio das contas públicas, que traga a taxa de juros para um lugar racional e competição entre os bancos, que diminui os spreads.

BBC Brasil - Recentemente o Ministério Público entrou com um processo contra o sr. por calúnia e injúria por causa de uma carta em que o sr. xingou uma procuradora do Ministério Público do Trabalho, depois de ela ter entrado com um processo trabalhista contra o seu grupo econômico. O sr. se arrepende da carta?

Rocha - Em determinado momento eu vi meu sonho de vida, que é o projeto Pró-Sertão, ser atacado. O pró-Sertão é levar o capitalismo, é levar o empreendedorismo a uma das regiões mais pobres do mundo. Isso acaba com a falácia de que o Brasil precisa de um Estado grande porque é desigual. Quem quiser ver o benefício, o poder transformador, seminal, do empreendedorismo e do livre mercado, vá conhecer o Pró-Sertão. São cidades que nunca tinham visto uma carteira de trabalho assinada. Cidades de 5, 10, 15 mil habitantes vivendo integralmente da caridade estadual. Ao chegar à pequena fábrica do Pró-Sertão, em seis meses a transformação acontece.

Mas tem gente que parece que é ciosa dos seus bolsões de miséria e não gosta de pobre, gosta de pobreza. Ao chegar essa força de inclusão, transformando essas cidades, se despertou uma força contrária absolutamente inexplicável. Com truculência, com pirotecnia. E acho que eu fiz o meu papel de desabafar. Eu disse, meu Deus do céu, isso não serve ao trabalhador! Isso está destruindo empregos! São 30 mil empregos potencialmente colocados em risco.

BBC Brasil - Mas e as condições de trabalho? O Ministério Público diz que eles tinham menos direitos que os da empresa mãe.

Rocha - Não é verdade. Pergunte aos trabalhadores, que vieram em caravana! Pediram: "pelo amor de Deus, deixa a gente trabalhar. Sai das nossas vidas!" Esse foi o apelo dos trabalhadores. Então quem tá... em nome do trabalhador, se desserve ao trabalhador. Essa fábrica nossa tem 98% de engajamento, é um dos maiores do mundo.

BBC Brasil - Surgiu até uma polêmica sobre trabalho escravo.

Rocha - É mentira! Nunca existiu sequer uma menção a isso. É fake news. Nós temos todos os prêmios de melhor ambiente para se trabalhar, do Great Place to Work, da indústria, do varejo, da maior auditoria têxtil internacional da Disney, da Warner. Mas, como eu decidi me expor politicamente, o fake news impera.

BBC Brasil - O sr. é próximo do MBL, que muitas pessoas criticam por episódios envolvendo notícias falsas. Por exemplo, no caso da (vereadora) Marielle (Franco, assassinada no RJ), eles compartilharam uma notícia da desembargadora dizendo que a Marielle era ligada ao tráfico de drogas, o que não é verdade. Como é a relação do sr. com eles? O sr. os apoia financeiramente? Tem essa preocupação com relação às críticas que fazem à eles sobre notícias falsas?

Rocha - O MBL me procurou quando eu dei a primeira entrevista sobre o impeachment. Eu fiquei muito bem impressionado pela maturidade dos meninos, eles enriquecem o debate em um ambiente em que há uma hegemonia de esquerda. Então é um contraponto interessante, e talvez por isso eles sejam tão atacados. Eu nunca dei um tostão a eles, nem eles me pediram. Esse episódio de fake news, o que eu li na imprensa é que foi essa mesma notícia que saiu na (coluna da jornalista) Mônica Bergamo (no jornal Folha de S. Paulo), saiu n'O Globo. Não sei porque eles são atacados e os outros, que também cometeram o mesmo erro, não foram.

BBC Brasil - Esses veículos de imprensa explicaram que o que a desembargadora falou não era verdade.

Rocha - Qualquer um corre o risco de replicar, acho que ninguém checa tudo o que aparece na internet.

BBC Brasil - A gente checa.

Rocha - Você talvez seja a exceção.

BBC Brasil - O sr. é também muito próximo do (pré-candidato ao governo de São Paulo) João Doria. Se ele se candidatasse para presidente, o sr. apoiaria a candidatura dele? Retiraria a sua?

Rocha - Não, não. A minha candidatura hoje não depende só de mim. Tem meu partido, os outros partidos com quem estamos conversando, tem os movimentos, tem o Brasil 200.

BBC Brasil - O sr. sempre critica muito o governo do PT. Mas quando a Dilma era presidente o sr. era bem próximo do governo, o sr. estava sempre com o (ex-ministro da Fazenda Guido) Mantega quando ele vinha a São Paulo. O que mudou?

Rocha - Eu nunca votei no PT. Eu sempre fui liberal, desde a faculdade. Naquela época eu era presidente do Instituto pelo Desenvolvimento do Varejo, que tinha relações institucionais com os três níveis de governo. Talvez uma foto que foi amplamente publicada, da visita da Dilma à uma das nossas reuniões, foi explorada no sentido de querer parecer próximo ao governo do PT, que eu nunca fui, nunca votei no PT.

BBC Brasil - O sr. se encontrava sempre com o Mantega.

Rocha - Eram relações institucionais. Fui justamente na época que eu presidente do Instituto pelo Desenvolvimento do Varejo.

BBC Brasil - O sr. apresentava as críticas que faz hoje ao Mantega quando se encontrava com ele?

Rocha - Apresentava, sem sombra de dúvida.

BBC Brasil - O que o sr. achou ao ataque à caravana do Lula?

Rocha - Sou contra qualquer forma de violência. A coisa tem que ser no plano das ideias. Depois que me expus politicamente nós tivemos a fábrica atacada por 800 manifestantes... Acho que manifestantes não é a palavra apropriada, por 800 terroristas. Eu sou a favor da mudança da lei antiterrorismo para enquadrar todos esses grupos que tem todo o aval para praticar atos terríveis de violência. Estamos sendo atacados, tivemos uma fábrica pichada por membros do MST. Eu sou a favor da criminalização.

Tópicos relacionados