Tragédia em Brumadinho: Vídeo mostra momento em que barragem se rompe em MG

O momento em que a barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), se rompeu foi flagrado por uma câmera de segurança da Vale. As imagens foram divulgadas pela TV Bandeirantes.

O vídeo mostra uma onda de lama avançando rapidamente sobre as estruturas da mineradora às 12h28 da última sexta-feira. É possível ver veículos tentando escapar antes de serem engolidos pelos rejeitos de minério.

As instalações administrativas da Vale ficavam logo abaixo da barragem, exatamente no caminho da lama. A distância era de apenas 1,6 km.

Até a tarde de segunda (4 de fevereiro) foram encontrados 138 corpos. Outras 199 pessoas seguem desaparecidas.

Direito de imagem Reprodução/TV Bandeirantes
Image caption As instalações administrativas da Vale ficavam logo abaixo da barragem, no caminho da lama

A barragem

No cadastro nacional da Agência Nacional de Mineração, a barragem do Córrego do Feijão é classificada como uma estrutura de pequeno porte com baixo risco e alto dano potencial.

A lei 12.334/10 explica que o risco é calculado "em função das características técnicas, do estado de conservação do empreendimento e do atendimento ao Plano de Segurança da Barragem". Já o dano potencial se refere ao "potencial de perdas de vidas humanas e dos impactos econômicos, sociais e ambientais decorrentes da ruptura da barragem".

Em nota, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável informou que o empreendimento e a barragem em Brumadinho estão devidamente licenciados.

Em dezembro de 2018, a Vale obteve licença para o reaproveitamento dos rejeitos dispostos na barragem e encerramento de atividades.

"A barragem não recebia rejeitos desde 2014 e tinha estabilidade garantida pelo auditor, conforme laudo elaborado em agosto de 2018. As causas e responsabilidades pelo ocorrido serão apuradas pelo governo de Minas."

Em nota, a empresa afirmou que a barragem foi construída em 1976, pela Ferteco Mineração (adquirida pela mineradora em 2001). Segundo a empresa, os rejeitos dispostos ocupavam um volume de de 11,7 milhões de metros cúbicos.

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