Rodrigo Maia (DEM-RJ) é reeleito presidente da Câmara pelos próximos dois anos

O presidente reeleito da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) Direito de imagem Agência Câmara
Image caption Rodrigo Maia terá dois mandatos consecutivos na Câmara

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) foi reeleito na noite desta sexta-feira (01) para seu terceiro mandato como presidente da Câmara dos Deputados. Apoiado por uma aliança de 16 partidos, o deputado do DEM conseguiu os votos de 334 dos 513 deputados – e deve comandar a Câmara pelos próximos dois anos.

O presidente da Câmara é o terceiro na linha de sucessão da presidência da República – é ele que assume o comando do Executivo se o presidente e o vice estiverem ausentes do país ou indisponíveis. Mas seu principal poder é o de fazer a pauta da Câmara – é ele que decide quando e como os projetos serão votados.

Antes da votação, Maia fez um discurso voltado para temas corporativos da Câmara – prometendo tratar seus colegas de forma equânime, independente de partido.

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Image caption General Peternelli (à frente, dir.) concorreu como candidato avulso do PSL, e agora pode ser expulso da legenda

"O presidente da Câmara não é como o chefe do Executivo; não nomeia, não exonera. Ele respeita a todos como iguais. Todos os deputados desta Casa são iguais, todos merecem e precisam o respeito do presidente da Câmara", disse ele.

Maia também citou a necessidade de reformas econômicas – como a da Previdência.

"Nós, como representantes do povo, precisamos comandar essa pauta de reformas. Conversando com todos. O problema do governador do Ceará, do governador Camilo (Santana, do PT), não é diferente do problema do governador de Goiás, do governador Caiado (Ronaldo Caiado, do DEM)", disse ele.

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Image caption A sessão de votação começou por volta das 18h

O que acontece agora?

Eleito, Rodrigo Maia comandará a apuração dos votos dos demais cargos da Mesa, que já foram depositados pelos deputados.

Os ocupantes de alguns desses cargos, porém, já são conhecidos: o vice-presidente, por exemplo, será o deputado e bispo licenciado da Igreja Universal, Marcos Pereira (PRB-SP); o 2º vice-presidente será o deputado Luciano Bivar (PSL-PE). Os deputados Mário Heringer (PDT-MG), Fábio Faria (PSD-RN) e André Fufuca (PP-MA) ocuparão, respectivamente os cargos de 2º, 3º e 4º secretários da Câmara.

Estes deputados foram os únicos candidatos aos cargos que agora ocuparão - e seus nomes foram escolhidos pelos partidos. A distribuição dos cargos na mesa é proporcional ao tamanho de cada bancada ou bloco partidário.

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Image caption Onyx Lorenzoni (centro, esq.) foi 'liberado' do cargo de ministro para votar na eleição da presidência da Câmara

Quem é Rodrigo Maia?

É o atual presidente da Câmara. Chegou ao cargo pela primeira vez em julho de 2016, para um mandato-tampão, depois que o então presidente da Casa, Eduardo Cunha (MDB-RJ), foi afastado do cargo em decorrência das investigações da da Lava Jato. Naquele ano, Maia derrotou o candidato ligado a Eduardo Cunha, Rogério Rosso (PSD-DF), no segundo turno da disputa. Em fevereiro de 2017, foi eleito novamente - desta vez já com o apoio do então presidente Michel Temer (MDB).

As regras da Câmara permitem que Maia fosse candidato à reeleição para a presidência da Casa – pois seu último mandato foi na Legislatura anterior (2015-2019).

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Image caption Rodrigo Maia ao tomar posse para o novo mandato

Maia está hoje em seu quinto mandato como deputado federal - foi eleito para o cargo pela primeira vez em 1999 - e é um político relativamente jovem, com 48 anos de idade. É filho do ex-prefeito do Rio e ex-deputado federal Cesar Maia, hoje vereador. No começo de 2018, Rodrigo Maia chegou a cogitar candidatar-se à presidência da República, mas acabou concorrendo à 6ª reeleição como deputado - elegeu-se com 74.232 votos.

Economista de formação, Rodrigo Maia é um político de direita moderada e defensor do liberalismo econômico - ideologia que defende menos intervenção do Estado na economia. Apesar disso, foi relator de projetos importantes no período de governo de Dilma Rousseff (PT), e tem boa relação com políticos de esquerda, especialmente com o atual líder do PC do B, deputado Orlando Silva (SP).

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