‘Sou um cara modesto, de família de classe média’, diz Eike Batista à BBC News Brasil
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Eike culpa ‘natureza’ por fracasso de petroleira e diz não ter apego a ‘bens materiais’

O empresário Eike Batista, de 62 anos, está tentando se reerguer.

Condenado a 30 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro, o empresário continua vivendo na mesa casa de luxo no bairro do Jardim Botânico, no Rio, enquanto tenta reverter sua condenação na Justiça e se defende nos outros processos dos quais é parte. Em entrevista à BBC News Brasil, o empresário Eike Batista, de 62 anos, diz que precisou passar os últimos cinco anos “hibernando para resolver esses megaproblemas” e pagar cerca de US$ 25 bilhões em dívidas deixadas por seus empreendimentos.

Batista, que já foi considerado a sétima pessoa mais rica do mundo, diz que agora quer voltar suas energias para os negócios com os quais começou a carreira - principalmente a mineração. Ouro e compostos usados para a produção de fertilizantes estão no radar dele. Filho do ex-presidente da mineradora Vale do Rio Doce, Eliezer Batista, Eike começou sua vida empresarial comercializando e extraindo ouro na região amazônica, no começo da década de 1980.

Nesta entrevista, Eike fala ainda sobre os três meses em que esteve preso num presídio em Bangu (RJ) (“Se as cadeias fossem lugares para ressocialização, tudo bem, mas as instalações não são adequadas”); e sobre seu novo padrão de consumo depois de deixar de ser bilionário (“Olha, pobre é muito relativo. Eu sou um cara modesto, de família de classe média. Óbvio, vivo numa casa bacana”), entre outros assuntos.