Quais as principais orientações do Ministério da Saúde sobre o coronavírus

tubo de teste do coronavírus Direito de imagem Getty Images
Image caption O Ministério da Saúde fez uma série de recomendações sobre como encarar o coronavírus

O coronavírus está se espalhando pelo Brasil. Por causa disso, o Ministério da Saúde tem feito recomendações sobre os procedimentos ideais da população para se proteger e para combater a pandemia.

Eis um resumo das "medidas gerais" para todos os brasileiros em relação ao coronavírus e a covid-19, doença causada por ele, divulgadas pela pasta:

Cuidados pessoais

Os principais sintomas da covid-19 são: febre, tosse, dor de garganta e dificuldade para respirar.

A transmissão da doença pode ocorrer por contato com pessoas infectadas ou superfícies que tenham o vírus — respirando no mesmo ambiente ou tocando algo que uma pessoa infectada tocou, por exemplo.

Por isso, a importância da prática da higiene frequente, alerta o Ministério da Saúde. A pasta orienta a desinfecção de objetos e superfícies tocados com frequência, como celulares, brinquedos, maçanetas e corrimão.

"Até mesmo a forma de cumprimentar os outros deve mudar, evitando abraços, apertos de mãos e beijos no rosto", diz. "Essas são as maneiras mais importantes pelas quais as pessoas podem proteger a si e sua família de doenças respiratórias, incluindo o coronavírus."

O ministério também orienta outras medidas básicas de higiene, como lavar bem as mãos (dedos, unhas, punho, palma e dorso) com água e sabão, e, de preferência, utilizar toalhas de papel para secá-las.

"Além do sabão, outro produto indicado para higienizar as mãos é o álcool em gel, que também serve para limpar objetos como telefones, teclados, cadeiras, maçanetas", escreveu a pasta.

"Para a limpeza doméstica recomenda-se a utilização dos produtos usuais, dando preferência para o uso da água sanitária (em uma solução de uma parte de água sanitária para 9 partes de água) para desinfetar superfícies."

Os profissionais de saúde também recomendam uso de lenço descartável para higiene nasal. "Deve-se cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel quando espirrar ou tossir e jogá-lo no lixo. Também é necessário evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas."

Além disso, as máscaras faciais descartáveis devem ser utilizadas por profissionais da saúde, cuidadores de idosos, mães que estão amamentando e pessoas diagnosticadas com o coronavírus.

"Também é importante que as pessoas comprem antecipadamente e tenham em suas residências medicamentos para a redução da febre, controle da tosse, como xaropes e pastilhas, além de medicamentos de uso contínuo", diz o ministério.

A vacina contra a gripe também é recomendada. A Campanha Nacional de Vacinação terá início no dia 23 de março: idosos e profissionais de saúde terão prioridade.

Segundo a pasta, a vacina contra a influenza garante proteção para três tipos de vírus (H1N1, H3N2 e Influenza B). Mesmo que ela não apresente eficácia contra o coronavírus, trata-se de uma forma de prevenção para outros vírus, ajudando a reduzir a demanda de pacientes com sintomas respiratórios. Desse modo, seria possível acelerar o diagnóstico para o coronavírus, diz o governo.

Para os serviços públicos e privados, as autoridades de saúde recomendam que existam locais para que os trabalhadores lavarem as mãos com frequência, álcool em gel 70% e toalhas de papel descartáveis.

E se o cenário piorar?

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Image caption Entre as recomendações, Ministério da Saúde orienta cuidados com higiene

Essas recomendações do governo foram publicadas diante do cenário de 13 de março, momento em que as infecções estavam em menor número do que nessa semana.

Mas o ministério também criou uma série de orientações para uma possível piora na disseminação do vírus.

Nesse caso, a mudança de comportamento e rotina será "imprescindível no enfrentamento do coronavírus".

Caso seja possível, o ideal é sempre trabalhar de casa. Viagens também devem ser adiadas.

O Sistema Único de Saúde (SUS) também pede a adoção de horários alternativos para evitar aglomeração de pessoas, como fazer as compras e utilizar o transporte público, por exemplo, fora do horário de pico.

Para exercícios físicos, áreas ao ar livre são a melhor opção — academias e locais fechados devem ser evitados.

Nesse sentido, algumas cidades, como São Paulo, já têm adotado medidas para diminuir a circulação de pessoas, com interrupção das atividades escolares. Um decreto também estipulou o fechamento de parte do comércio — como shoppings centers e lojas — até pelo menos 4 de abril. Hospitais, farmácias e supermercados continuarão abertos.

Para pessoas que têm maior chance de ter complicações, como idosos, doentes crônicos e pessoas com outras condições especiais (tratamento de câncer, transplantados, doente renais), a recomendação é conversar com o médico para que as receitas de medicamentos sejam renovadas e, se possível, dadas por um tempo maior.

E se eu tiver sintomas?

Em caso de sintomas de covid-19, o Ministério da Saúde recomenda o isolamento domiciliar ou hospitalar de pessoas por até 14 dias.

Pacientes com sintomas leves, diz a pasta, também devem procurar postos de saúde.

Segundo o ministério, unidades de saúde — públicas e privadas — deverão iniciar, a partir dessa semana, a triagem rápida para reduzir o tempo de espera no atendimento e consequentemente a possibilidade de transmissão dentro das unidades de saúde.

Não existe tratamento específico para infecções causadas por coronavírus. Por isso, não acredite em dicas "milagrosas" disseminada nas redes sociais, como ingerir chás ou fígado de boi.

O ministério indica repouso e consumo de bastante água, além de algumas medidas adotadas para aliviar os sintomas, conforme cada caso, como, por exemplo: medicamento para dor e febre, umidificador no quarto ou tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de garganta e tosse.

Assim que os primeiros sintomas surgirem, é fundamental procurar ajuda médica imediata para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

Também é importante ter antecipadamente medicamentos para a redução da febre, controle da tosse, como xaropes e pastilhas, além de medicamentos de uso contínuo.

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