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24 de julho, 2002 - Publicado às 01h16 GMT
Asteróide pode colidir com a Terra em fevereiro de 2019
O NT7 poderia destruir um continente inteiro
O NT7 poderia destruir um continente inteiro

David Whitehouse

Um asteróide descoberto há poucas semanas pode colidir com a Terra em 1º de fevereiro de 2019 – mas a margem de erro ainda é grande, segundo os cientistas.

"Trata-se do objeto mais ameaçador já encontrado no espaço", disse Benny Peiser, da Universidade John Moores, de Liverpool, na Grã-Bretanha.

Os astrônomos deram ao corpo celeste uma nota 0,06 na chamada escala de grau de ameaça de Palermo.

Considerando seu grau de brilho, os astrônomos estimam que o asteróide tenha 2 quilômetros de diâmetro e se choque com a Terra a uma velocidade de 28 quilômetros por segundo, o suficiente para destruir um continente inteiro e causar mudanças climáticas em todo o planeta.

Novidade

O NT7 foi avistado pela primeira vez em 5 de julho pelo Observatório Linear do Novo México, nos Estados Unidos.

Desde então, astrônomos de todo o mundo estão voltados para o asteróide – em poucas semanas, já foram realizadas quase 200 observações do astro.

O NT7 completa uma volta ao redor do Sol a cada 837 dias em uma órbita inclinada, chegando a uma distância como a de Marte ou vindo para uma "linha" interna à órbita terrestre.

O astrônomo Benny Peiser disse à BBC que a previsão da colisão pode ser modificada à medida em que forem realizadas novas observações.

"Este evento único não pode anular o fato de que novos estudos, dentro das próximas semanas, possam eliminar a ameaça", afirmou.

Segundo os astrônomos, o NT7 ainda será visível nos próximos 18 meses.

Para Donald Yeomans, do Laboratório de Propulsão da Nasa, a margem de erro dos cálculos iniciais é muito grande.

"Podemos estar calculando uma diferença de dezenas de milhões de quilômetros em relação à posição do asteróide", disse Yeomans à BBC.

Segundo ele, é normal que se encontre objetos como o NT7 e, em seguida, descobrir que eles são inofensivos.
 
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